terça-feira, 17 de julho de 2012

Pics in my pocket # 5 Decoração de fontes


Largo João Franco - 1ª fonte 


Alameda Dr. Mariano Felgueiras


Alameda Alfredo Pimenta

Largo João Franco - 2ª fonte


segunda-feira, 16 de julho de 2012

Pics in my pocket # 4

The Weekend (rewind)
Painel - CCVF - 6ª feira - 13 julho  (porque lá fomos comprar + bilhetes)
A CEC no C.C....
Coral de Jovens de Vancouver - Paço dos Duques - 6ª feira 13 julho
Coral de Jovens de Vancouver - Paço dos Duques - 6ª feira 13 julho
A ler Murakami no Parque - Sábado à tarde - 14 Julho
À espreita. Não assistimos a Manuel d'Oliveira, infelizmente, mas espreitamos e ouvimos, ao longe. Também espreitamos o Arraial no Largo de S. Francisco e o outro Arraial no Instituto de Design.  Sábado à noite.
Passeio no Parque - domingo de manhã - 15 julho
O Cinema em Concerto, S. Mamede - domingo à tarde
O Cinema em Concerto, S. Mamede
O Cinema em Concerto, S. Mamede.


Ante estreia do filme 4:44, no S. Mamede, domingo à noite





















Filmes # 2 4:44 Último Dia na Terra, de Abel Ferrara

«Candidato ao Leão de Ouro no último Festival de Veneza, o novo filme de Abel Ferrara é um exercício de claustrofobia num apartamento de Manhattan. Cisco e Skye são um casal nova-iorquino que se prepara para o último dia do planeta Terra. Num ambiente de caos, a cidade aguarda as 4h44m da manhã, hora a que está previsto um fenómeno natural que levará à destruição completa do planeta. Nessas últimas horas, Skye e Cisco tentam exorcizar fantasmas da sua relação e comunicar com todos aqueles que amam. 4:44 é uma visão do apocalipse segundo a visão de um dos mais transgressivos cineastas contemporâneos.»

Vi-o ontem à noite, no S. Mamede. Foi a ante estreia nacional e, com um argumento destes, esperava-se qualquer coisa que nos agarrasse ao ecrã do princípio ao fim. Confesso que não foi o caso. Apesar de ter partes que considero muito bem conseguidas, de uma forma geral este filme não me convenceu. Um dejá vu - com este tipo de argumento há tantos filmes feitos que, ou se inova completamente, ou o risco de fiasco é grande. Não digo que foi o caso, no entanto, não consegui acreditar, nem por um minuto, nesta história - as mudanças climáticas que têm ocorrido a causar o desaparecimento súbito da vida na terra às 4h44m da manhã!?!? No mínimo, teria que nos convencer um bocadinho. É daqueles filmes que, passada uma hora, já não resta muito. Na minha perspetiva, claro!

Espetáculos #11 O Cinema em Concerto

Foi ontem, no S. Mamede, às 5 da tarde.
Pareceu-me logo que ia ser uma grande associação: o cinema e a sua música (ao vivo). Uma banda filarmónica interpretou variados temas que, inevitavelmente, associamos a determinados filmes. Não foram pelo mais fácil - vê-se bem que tem mão do Cineclube e dedo do Rui Massena -, seguindo uma linha condutora não muito evidente, mas surpreendente e muito, muito entusiasmante.
Só não me agradou o facto de existirem muitos filmes antigos, considerados imperdíveis, que eu ainda não vi. Tenho que investir (mentalmente, claro está) neste tipo de cinema... 

«Determinados temas musicais "tomaram" certos filmes e ficaram lá "agarrados. Ou, certos filmes "agarraram" em determinados temas musicais e tomaram-nos como seus, apropriaram-se deles. E sucedeu isto de tal forma que não se ouvem algumas daquelas músicas sem passarem nos nossos olhos imagens do filme marcado.»

Deixo 4 pequeninos filmes que por lá captei. Sim, quatro, porque não consegui optar por um!




sábado, 14 de julho de 2012

Música # 10 The legendary tigerman

Não adoro o Tigerman. Mas ouve-se bem. Aliás, há várias músicas das quais até gosto bastante (como as que abaixo destaco - com os Dead Combo e a Rita Redshoes). 
E o mais engraçado é que este DVD, «The Legendary Tigerman & Guests», com todo o concerto no coliseu, 27 músicas, custou 60 cêntimos, na passagem, anteontem à noite, por uma bomba de gasolina. Uma boa compra. Aqui não há dúvidas!



Espetáculos # 10 Coral de Jovens de Vancouver

O Coral de Jovens de Vancouver possui mais de 100 pessoas, cujo diretor artístico é de origem portuguesa (a mãe é de Guimarães). Neste concerto, ontem no Paço dos Duques, estiveram presentes 64 jovens, cujo amor e dedicação pela música transparecem em cada tema que apresentam. Este tour por Portugal, de 12 até 29 de julho, denominado «Spirit Alive», segue um repertório de música sacra e secular. 
Três vídeos meus (filmados com o telemóvel - logo, com imagem fraca):

Hossana 

It takes a all village to raise our children...

Sounds of the mother Earth

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Entre a quarta e a quinta

Isto é uma praça e Pousada da Juventude - 4ªfeira 11 Julho
Isto é uma praça - 4ªfeira 11 Julho 
Isto é uma praça  - 4ªfeira 11 Julho 
Isto é uma praça - ali ao lado - 4ª feira 11 Julho
Arraial - preparativos - 4ªfeira 11 Julho
Le Chorale Collège Saint-Pierre - Igreja de S. Francisco - 4ª feira 11 Julho
Construction with cloths - Largo Condessa do Juncal - 4ª feira  11 Julho
Arraial - ensaios - 4ªfeira 11 Julho
Procissão K2 - Jardins do Vila Flor - 5ª feira 12 Julho
Castas e Tostas - Carpaccio de polvo - 5ª feira 12 Julho
Castas e Tostas - 5ª feira 12 Julho

Espetáculos # 9 Procissão K2

Procissão K2, ontem, nos jardins do Vila Flor

«Procissão K2 tem como base a ideia de uma procissão. Marchar para a frente, como um ritual de uma massa de pessoas, que acreditam em pequenas e grandes coisas, e que durante o seu percurso experimentam pequenas histórias, como se fossem largando as memórias que transportam. O movimento, a palavra, a utilização  de objetos e a música constroem um teatro de imagens ambulante que se vai alterando ao longo do percurso. O percurso é um caminho, uma marcha que une.»

«Procissão K2 é, em simultâneo, uma performance e um processo de formação. (...) O conceito: criar uma espécie de comunidade vinda de um qualquer lugar, numa marcha, ritual, ao longo da qual contam histórias através de uma linguagem que não é a do espetador, largando memórias, inventando uma passagem. Fazem-no através do movimento, da palavra, dos objetos, num teatro ambulante, ao longo de um percurso, construindo um caminho, através de uma marcha/discurso que os une.»

Algumas das minhas fotos:



Espetáculos # 8 Le Chorale Collège Saint-Pierre

Deliciei-me. É verdade. Foi fabuloso.

Anteontem, na Igreja de São Francisco.

«Verdadeira instituição musical, são aplaudidos, elogiados e encorajados tanto pelos amantes da música como pelos amantes da beleza, na Bélgica ou no exterior. Fundado em 1950 (...)o coro ganhou rapidamente reputação, realçada pela participação no casamento do rei Balduíno e no batizado do príncipe Filipe, em 1960, em inúmeros espetáculos na Ópera (Bélgica) e em digressões musicais de mais de 15 países, europeus e americanos, ...»

«O coro apresentou um repertório rico e variado: obras sacras de Mozart, Haendel, Vivaldi, Mendelssohn, entre outros, mas também árias de ópera (Cármen de Bizet, Aída de Verdi), canções tradicionais de vários países ou canções contemporâneas, como "Os comediantes" de Aznavour. »

Fiz umas pequeninas filmagens - de qualidade fraquinha mas que, mesmo assim, me dei ao trabalho de partilhar no youtube para que possam ser vistas por outros. Mas, ao vivo, é fora de série!



quarta-feira, 11 de julho de 2012

Música na literatura # 6 Norwegian Wood & South of the border, west of the sun

As músicas que dão título a livros de Murakami, o enquadramento e os trailers dos filmes (que anseio ver)

Norwegian wood,  dos Beatles 
Pg 1. «Assim que o avião aterrou, começou a fluir uma música suave dos altifalantes no tecto: uma adocicada versão orquestral de Norwegian Wood dos Beatles. Esta melodia provocava-me sempre um calafrio, mas desta vez perturbou-me com mais força do que nunca.
Inclinei-me para a frente, com o rosto entre as mãos para evitar que o meu cérebro se estilhaçasse. Pouco depois, uma das hospedeiras alemãs aproximou-se e perguntou em inglês se me sentia agoniado.»
A música e, ao mesmo tempo, o trailer do filme:

A sul da fronteira, a oeste do sol, de Nat King Cole
Pg. 21. «Ao longe, Nat King Cole cantava «South of the border». A canção referia-se ao México, é bom de ver, mas na época eu não tinha maneira de saber. As palavras «a sul da fronteira» possuíam aos meus ouvidos  uma estranha ressonância, com o seu quê de enigmático. Cada vez que as ouvia, perguntava a mim próprio o que poderia haver de maravilhoso, a sul da fronteira. Quando abri os olhos, Shimamoto ainda estava entretida a brincar com os dedos e a fazer desenhos na saia. No fundo do meu corpo, experimentei uma sensação de dor estranhamente doce.»

Gosto muito do Goodreads

      Gosto muito do Goodreads. Gosto desta coisa de saber o que os «amigos» (os verdadeiros e os virtuais, tanto faz) andam a ler. Gosto de saber as novidades, que livros é que saíram fresquinhos nas livrarias ou que oferecem os alfarrabistas, nesta ou naquela cidade. Gosto de lá ter os meus livros, todos arrumadinhos, bem catalogados. E cada livro pode integrar diferentes secções, sem qualquer problema. Sempre gostei de fazer algumas análises e de retirar conclusões sobre livros o que, sendo difícil para mim, é extremamente rápido e eficiente nesta plataforma. Com um clique, consigo saber (quase) tudo: os livros que tenho, os que li e os que não li, em que ano adquiri um livro específico, nesse ano que outros livros e quantos adquiri, se ainda falta ler algum desse ano...; a nacionalidade dos escritores, quantos tenho e quais são os livros de escritores americanos, alemães, argentinos, angolanos, australianos, austríacos, ... (e ainda não saí do a); rapidamente, consigo saber quantos (e quais são) os livros de contos, os romances, as biografias, as autobiografias, os de ficção científica, os policiais, de viagens, enfim...
        É possível ainda, depois de ler um determinado livro, classificá-lo de 1 a 5 (desde o «didn't like it» até ao «it was amazing»). Pois, tem este "senãozito": está em inglês, embora existam inúmeros utilizadores portugueses.
     Clicando sobre um livro sabemos, automaticamente, de que trata, quantas edições existem, quantas páginas tem, que amigos o leram, quem o quer ler, o que escreveram sobre ele, como o classificaram, a classificação geral, e muito mais.
        Sempre que adquiro um novo livro, não tardo muito a inseri-lo no Goodreads. É que me dá mesmo gozo! E se, entretanto, não existir o livro na plataforma (o que é muito raro), podemos nós inseri-lo, através de um método simples e associá-lo a outros.
        É também possível sugerir livros a amigos e receber sugestões, de acordo com as nossas preferências. E mais, o Goodreads tem muito mais do que isto. 
    Resumindo e concluindo, para quem gosta de ler e para quem gosta menos, este programinha é um estímulo fortíssimo à leitura, pelo que o recomendo vivamente.
        
(e tudo isto surge porque lá fui fazer este update)


            p. 527 of 632 (83%)

terça-feira, 10 de julho de 2012

Momentâneo Espiritismo

       Durante as minhas arrumações, encontrei na gaveta dos papéis antigos um envelope. Um envelope grande, velho, gasto, intrigante...que apalpei, cheirei, interroguei e abri! 
    Continha alguns dos meus escritos (alguns individuais, outros não) de há muitos e muitos anos. Sempre me fez bem escrever. O hábito é antigo. Parece que me esvazia um bocadinho. 
    A leitura, na atualidade, destes poemas fez-me refletir, como é óbvio. Tirei várias conclusões... sobre as quais nada vou escrever... O que é facto é que também eu, como o poema, fiquei imersa em reticências...
      Fica aqui um deles, dos individuais (transcrito ipsis verbis). É de 1994. Ou seja, tem 18 anos. E eu tinha  (quase) 16. Achei estranho. Talvez andasse a ler ou a ver o que não era para mim...  Só digo isso!

Momentâneo Espiritismo

Confidencialmente
...Te mostro o vazio, 
o oco me ensombra,
ou me possui inteira.
Ao longo de mim não rogo
pelo que superficialmente me atinge.
Ou mata...
Resisto às aparências
De um sol tapado e infeliz
Que, por si só, assim o é.
... Não quero a vida
que me assustou ou alvejou, 
me assaltou sozinha...
Exijo compreensão
da insatisfação de uma vida
que, por ser comum, não me sacia...
... me martiriza, sufoca...
Elevo uma alma
que tentou ser humana, 
mas, desistindo, se esvai,
para o lugar primogénito...
ou...elevo-me...
...Confidencialmente.
                                                                          1994/06/30

Música # 9 Leonard Cohen - Who by fire

E hoje estou nas nuvens.
Até flutuo um pouquinho, aqui dentro de mim.
Sinto-me tão tranquila...

«And who by fire?
who by water?
who in the sunshine?
who in the night time?
who by high or deal?
who by common trial?
who in your merry
merry month of may?
who by very slow decay?
and who, who shall I say
is calling?»

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Pics in my pocket # 2

Mas hoje nem tudo foi mau...
Até porque fotografei nenúfares, malmequeres e amores-perfeitos (embora a preto e branco).










Waterlilies, pansies and marigolds in my parent's home

Não é isto. É o contrário.

Neste momento, o que me apetece dizer é exatamente o contrário. 

Mas, agora não tenho as palavras...

«Há Palavras que nos beijam

Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.

Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto;
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.

De repente coloridas 
Entre palavras sem cor,
Esperadas inesperadas
Como a poesia ou o amor.

Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.»
Alexandre O'Neill

sábado, 7 de julho de 2012

Música # 8 Solitude by Rodrigo Leão

Deeply enjoying ... 

Os livros aos quais dei 4 estrelas no Goodreads

      Estes, classifiquei-os como «Muito Bons» («really liked it»), ou seja, atribuí-lhes as tais 4 estrelas. Mas esta classificação é muito redutora. Até porque hesitei, em alguns deles, em colocá-los nas 5 ou nas 3 estrelas. Seria muito mais fácil cotá-los de 1 a 20. Apesar das várias contrariedades, da seleção resultaram os seguintes: 

Tal como no post anterior, enumero mais alguns livros com 4 estrelas, que não se encontram cá por casa:
- Os Homens que odeiam as mulheres - Stieg Larsson
- O Jogo do Anjo - Carlos Ruíz Záfon
- O Talentoso Sr. Ripley - Patricia Highsmith
- Crónica do Rei Pasmado - Gonzalo Torrente Balester
- Madame Bovary - Gustave Flaubert
- Cisnes Selvagens - Jung Chang
- O Mundo de Sofia - Jostein Gaarder
- Arco do Trinfo - Erich Maria Remarque
- Os filhos da droga - Christian F
- Os Maias - Eça de Queirós
- A ciociara - Alberto Moravia
- A insustentável leveza do ser - Milan Kundera
                                                                      and so on, and so on....
      E por aqui me fico nesta coisa das classificações, até porque nos Bons («liked it»), Assim-Assim («It was ok») e Não gostei/Não terminei («didn't like it») ainda há muitos, muitos. E a minha vida não é (só) isto!

Os livros aos quais dei 5 estrelas no Goodreads

      Aos seguintes livros, atribuí 5 estrelas («it was amazing» - na plataforma), sem hesitar um único segundo. São os meus magníficos! Para já!
     Estes estão cá em casa, pelo que foi possível fotografá-los. No entanto, nesta categoria das 5 estrelas, há muitos outros, como é óbvio. Esses que faltam na foto foram-me emprestados (e obviamente, devolvi-os) ou emprestei-os eu (e ainda não tiveram retorno).
      Assim, para que se faça um pouco de justiça, não posso deixar de aqui enumerar alguns dos tais que também estão nesta categoria, a mais elevada, das 5 estrelas. São eles: 
- A Montanha Mágica, de Thomas Mann
- 1Q84 (vol 1 e 2), de Haruki Murakami
- A sul da fronteira, a oeste do sol - de Haruki Murakami
- A vida trágica de Van Gogh, de Irving Stone
- O amor nos tempos de cólera, de Gabriel Garcia Márquez
- O perfume - de Patrick Suskind
- Se isto é um homem - de Primo Levi.
- ...

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Música na literatura # 5

    Não consigo explicar a satisfação que me dá encontrar nas páginas de um livro referências a artistas, que conheço ou desconheço ou de obras, nas mesmas condições. Principalmente, quando o autor do livro me conduz a ideias que me preenchem, quando sou apreciadora da própria personalidade do autor, tenho plena consciência de que não é por acaso a introdução desta ou daquela música, deste ou daquele autor, deste ou daquele livro, quadro, peça escultórica... Não há acasos na vida, simplesmente.
     E, ao fim e ao cabo, mesmo que estes textos não façam sentido para quem os lê, para mim, esta busca faz-me aprender, faz-me crescer, entusiasma-me. E, além do mais, faz-me mergulhar mais a fundo no livro que leio, faz-me perder-me em devaneios. Em devaneios de procura e de reflexão. 
   Nas minhas leituras dos últimos dias, referia-se Murakami a «concertos para instrumentos de sopro de Vivaldi», à «Oferenda Musical de Bach», ironicamente a Barry Manilow e aos Air Supply, mas essas referências não me entusiasmaram da forma como aconteceu com este «Sonho de Amor de Liszt». Deixo a ligação e o excerto do texto que são ambos tão inspiradores. 
     «...Porque, a mim, parecia-me que Canela e o seu computador estavam inseparavelmente unidos, funcionavam como que fundidos num só, e moviam-se de uma maneira que tinha o seu quê de erótico. Após martelar as teclas durante um bocado, ele ficava ali a olhar para o ecrã, a ver as letras que tinham aparecido entretanto escritas e, às vezes, comprimia os lábios com um ar de insatisfação, outras, limitava-se a sorrir. Por vezes, teclava devagarinho, mergulhado nos seus pensamentos, uma tecla, depois outra, depois outra; e vezes em que deixava correr energicamente os dedos sobre o teclado como um pianista a interpretar um estudo de Liszt.» Pg 490 in «Crónica do Pássaro de Corda» 

Hoje, era mesmo isto que me apetecia dizer

Era. Era mesmo isto que hoje me apetecia dizer. 
E sei que vais entender porquê.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Música/Espetáculos # 7 Guta Naki

Guta Naki

      «No universo há acasos que se tornam achados. Entre retalhos da canção urbana surge um trio de amigos que, munidos de ferramentas pop, constroem uma sonoridade estranhamente familiar que se espraia em canções com corpo de escrever. O disco de estreia dos Guta Naki tem barulhos da agulha a riscar o vinil, tem ecos piores do que os de um livro, tem pchh pchh que irritam e uma voz capaz de abarcar o céu e o inferno num só fôlego».
                                     Tirei o extracto daqui: http://www.meifumado.com/album.php?id=8

       Logo nos primeiros acordes que deles ouvi, entranhei-os (sem nunca os estranhar)!
      Têm um som fabuloso. Deles emana uma aura boa. A vocalista tem presença e uma voz absolutamente fora do normal. No palco, transcendem. Assisti a 2 espetáculos deles: um no café concerto do CCVF (já há uns tempinhos) e outro no mi casa es tu casa. Apesar de estarem inseridos em contextos completamente diferentes, ambos foram soberbos. Gostei imenso. Vou continuar atenta e acompanhar o percurso.
       Deixo uma foto que tirei no mi casa es tu casa e (acima) uma das mais emblemáticas canções.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Filmes # 1 José e Pilar


       Este é daqueles filmes de que, antecipadamente, eu sabia que ia gostar. Não o consegui ver quando foi lançado no circuito normal; no Cineclube também me escapou. Mas pensei muito nele. Só há pouquíssimo tempo surgiu, a preço decente claro, à venda com um jornal. Até coloquei na agenda o dia em que saía. E lá o consegui adquirir! 
     Acabei de o ver. E gosto desta sensação que nos transmitem (só) alguns filmes de que não se sai de lá igual. É um documentário excelente. Não só sobre a obra do nosso Saramago (principalmente à volta da Viagem do Elefante, um dos seus últimos livros) mas acima de tudo, sobre a possibilidade ou a capacidade que alguns espíritos desenvolvem à volta de outros espíritos. É sobre a ternura. É sobre a cumplicidade. É sobre a entrega. É sobre a partilha. É sobre o Amor, pois claro! «Porque tudo pode ser contado doutra maneira».
    «Eu tenho ideias para romances. Ela (Pilar) tem ideias para a vida» repete Saramago algumas vezes. E não será um equilíbrio deste género que todos procuramos alcançar?  
    Sublinho uma das frases apresentadas no trailer: «Uma lição de vida! Possui uma profundidade poética que emociona do início ao fim». Recomendo vivamente!

3 coisinhas boas

Ontem trouxe três coisinhas muito boas da FNAC:
- bilhete para ver Pat Metheny (21 de julho)
- bilhete para ver Ute Lemper (28 de julho) - com a Fundação Orquestra Estúdio (até que enfim!)
- um CD (em promoção, claro, porque me recuso a pagar muito pelo que posso adquirir gratuitamente) dos Depeche Mode, que já está no carro a aligeirar viagens! E tem a minha preferida:

terça-feira, 3 de julho de 2012

Never, jamais!

«Picnic Play» ao domingo, nunca mais!

Espetáculos # 6 Nouvelle Vague

      Era tanto o entusiasmo para o Gmr 360º na Penha e, afinal, o único evento que conseguimos aproveitar foi o concerto dos Nouvelle Vague. Nós e a maior parte dos pretendentes, pelo que nos informaram. Um pequenito fiasco, talvez. Na sexta-feira à noite choveu. Durante o dia, tanto na sexta como no sábado, não faço ideia porque não fui lá. No sábado à noite, os bilhetes de entrada eram demasiado caros. Estava muito frio. Enfim... Mas, lá conseguimos solucionar.  Este concerto é que tínhamos mesmo que ver. Protegidos pelo nosso calorzinho, depois de uma escalada perigosa que deixou algumas sequelas, alcançando o penedo desejado, lá conseguimos assistir ao concerto. Só foi pena trazer artistas portugueses a acompanhar: Dalila Carmo, Inês Castel Branco, Rui Pragal da Cunha (o ex-vocalista dos Heróis do Mar), entre outros. Gastou-se muito tempo nisso! Mas, o balanço foi positivo. Os Nouvelle Vague são muito bons e mereciam uma  maior plateia!

     Cantaram «Dance with me», «This is not a love song», «Love will tear us apart», entre outras menos conhecidas.

Um desfile inusitado

Ainda no sábado: Street Fashion

      Tal como previsto, no sábado, das 19.30 às 21.30, ocorreu um desfile de um criador vimaranense, Rafael Freitas, por algumas ruas do Centro Histórico.
     «Surgirá como um evento de rua, fugaz (...) surge como uma ode à criatividade que coadunará com o fator surpresa e o street style levado a um extremo.»

     Aqui ficam algumas das minhas fotos

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