segunda-feira, 23 de julho de 2012

Pics in my pocket # 6 The Week (rewind) - 16 to 22 july

«Where is my home» 2012 (Kaarina Kaikkonen) - o único aspeto de que gosto nesta
 instalação é o facto de me fazer lembrar Boltansky
Estendais pelas varandas da cidade «Guimarães open free air gallery»
Um dos pontos mais altos da semana: a maestrina Joana Carneiro a dirigir a Fundação
Orquestra Estúdio e a violoncelista Natalie Clein
Coral "Les Amis du Chant» do Luxemburgo, na Igreja de S. Francisco.
Muito sinceramente, não me encheu as medidas... O que eu lutei para vencer o sono!
Gostei deste outdoor - e, por trás, as luzes, o som e cor fazem-me imaginar
outros cenários! Ah, e vou ver a Orquestra Chinesa de Macau ao CCVF
na próxima 6ª feira. Can't wait!
Nas festas da cidade, também há imagens como esta: Fofinha, Fofinha.
Our Summer Recipes
Enjoying what's left of a marriage
Mix tandoori masala - colorful, fragrant and tasty

Um filhote da Nina
Pat Metheny Unity Band - sábado 21 julho. Este foi, sem dúvida, um dos pontos mais altos!

domingo, 22 de julho de 2012

Espetáculos # 13 Pat Metheny Unity Band

Aconteceu ontem à noite, na praça exterior da nova plataforma das artes, mais um espetáculo maravilhoso, integrado no programa da Capital Europeia da Cultura. 
Não sou grande conhecedora, nem sequer muito apreciadora de jazz. No entanto, este concerto foi tudo menos cansativo ou aborrecido. Pelo contrário, chegou a ser extasiante, pela qualidade não só de Pat Metheny (que é indiscutível) mas também dos seus acompanhantes, que são extraordinários: Chris Potter tocou variadíssimos instrumentos de sopro, sempre com uma mestria insuperável; Ben Williams, no baixo, esteve muito bem; Antonio Sanchez, na bateria, foi magnífico. A conjugação destes 4 fantásticos artistas, obviamente, deu origem a música de qualidade superior.

Tremidinho, tremidinho, mas não deixo de colocar aqui um dos meus vídeos. A qualidade de som ainda justifica: 

O que mais me interessou da pesquisa: «Pat Metheny é um dos mais aclamados músicos de jazz da atualidade, fruto da sua versatilidade, originalidade e influência junto de jovens músicos. (...) Filho de uma família com tradição musical, Pat Metheny nasceu em Kansas City, a 12 de Agosto de 1954. Com apenas 8 anos, começa a estudar trompete. Aos 12 anos, descobre o seu instrumento de eleição: a guitarra. (...) Pat Metheny colabora musicalmente com uma grande variedade de artistas, cuja latitude vai de Milton Nascimento a David Bowie. (...)»

Esta é das minhas músicas favoritas de sempre! Tal como muitas outras de David Bowie, o meu artista! O que eu não sabia (até há pouco tempo) é que «This is not America» foi feita por Pat Metheny e Bowie. Maravilhosa!

A  guitarra fantástica que está na 1ª imagem do vídeo veio com Pat Metheny - tem um som incrível! 
E os bilhetes - que agora prefiro guardar neste formato digital -
ocupam menos espaço e perduram igualmente.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Why put a title on it # 3


Engraçado! Esta é a imagem perfeita para ilustrar tanto do que Murakami nos diz nas 630 pgs da «Crónica do Pássaro de Corda». Literalmente, aqui, uma imagem (com poucas palavras) vale mais que mil palavras! Soa estranho, mas era isto que eu queria dizer (com poucas palavras). 

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Espetáculos # 12 FOE, Natalie Clein e Joana Carneiro

Acordei ainda inebriada.
Ontem, no CCVF, a violoncelista Natalie Clein e a Fundação Orquestra Estúdio, orientada pela maestrina Joana Carneiro, deram um espetáculo fabuloso. É pena não autorizarem a gravação de som e de imagens, para a posteridade. 
A emoção que a violoncelista transmite é contagiante. O violoncelo, para ela, e a batuta da Joana Carneiro, parece que se confundem com prolongamentos dos seus corpos. A entrega e a magia que fizeram não deixaram ninguém indiferente. O talento, associado a alguma loucura... Foi fantástico. 
Eu sei que não podia, mas não resisti a roubar uma imagenzinha...
Deixo 2 vídeos da net para que se possa entender um pouco da maravilha que foi este espetáculo, a conjugação de tudo isto...


quarta-feira, 18 de julho de 2012

A Leitura # 4 Crónica do Pássaro de Corda

Bem, começar a ler um livro sabendo que é considerado a obra-prima do nosso escritor favorito, deixa as expetativas em alta, como é óbvio! E isso nem sempre é muito positivo.
A «Crónica do Pássaro de Corda» foi o 10º livro que li de Murakami. Já pouco mais tenho para ler em português, o que me entristece. É que este é, simplesmente, um escritor genial e muito absorvente. De todos os que li, a «Crónica do Pássaro de Corda» situo-a lá pelo meio - nem está nos meus preferidos nem é dos que menos gosto. 
A história, mais uma vez, começa num enquadramento simples, baseando-se no quotidiano trivial. Há questões que se colocam e que, como leitores, queremos ver respondidas e, como tal, procuramos a resposta com avidez. No entanto, há situações-chave que procuramos, imaginamos e, até ao fim, não existe uma explicação que nos satisfaça. Eu não queria uma explicação real - podia ser fantástica ou surreal (como é costume) - mas, neste caso, mantiveram-se as dúvidas, mesmo após o folhear da última página - o que deixa sempre uma sensação de insatisfação. Neste livro, não consegui evitar isso!
Uma caraterística típica de Murakami é intrincar a realidade com a fantasia, de maneira a que o leitor não se sinta estranho com essa ligação. De maneira a que o leitor acredite que tudo pode ser real. Neste livro, penso que esta interação não foi tão conseguida como nos outros livros do escritor. Muitas passagens soaram-me estranhas, algo não estava tão bem. No entanto, gostei muito de algumas personagens: Toru Okada (o Sr. Pássaro de Corda), May Kasahara, Creta e Malta Kano, entre outras. A loucura de todas estas personagens confundiu-se, muito subtilmente, com a banalidade, com a normalidade. Foram muito bem construídas e trabalhadas. 
Considero ainda que esta crónica, que é longuíssima, poderia ter alcançado o mesmo nível num menor número de páginas. Sim, acho que o livro, se fosse menos denso, traria benefício para a narração e para a expetativa do leitor. 
Mas gostei muito. Claro que sim. Não há um único livro de Murakami de que eu não goste. Estou é a ficar muito exigente, talvez. Além disso, já devia ter lido este há mais tempo, porque já foi escrito em 1997 e o escritor também evoluiu muito. Esta evolução é muito evidente nas últimas obras do escritor, principalmente em 1Q84, que é magnífico.

Filmes # 3 Frozen River

«Frozen River» é um drama muito diferente do habitual nos filmes americanos. É extremamente realista, fazendo lembrar o cinema europeu. Conta a história de uma mulher que, abandonada pelo marido viciado no jogo, nas vésperas de Natal, e com dois filhos a cargo, vê-se obrigada a contrabandear pessoas, na fronteira entre os Estados Unidos e o Canadá. Aliás, conta a história de duas mulheres, que se tornam amigas, e que são cúmplices nesse trabalho, com todos os riscos inerentes. O filme transporta-nos para uma realidade que normalmente não nos é mostrada, pelo menos desta maneira.  

Para além de tudo, descobri esta música magnífica, de Keri Latimer, que desconhecia. 

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Pics in my pocket # 4

The Weekend (rewind)
Painel - CCVF - 6ª feira - 13 julho  (porque lá fomos comprar + bilhetes)
A CEC no C.C....
Coral de Jovens de Vancouver - Paço dos Duques - 6ª feira 13 julho
Coral de Jovens de Vancouver - Paço dos Duques - 6ª feira 13 julho
A ler Murakami no Parque - Sábado à tarde - 14 Julho
À espreita. Não assistimos a Manuel d'Oliveira, infelizmente, mas espreitamos e ouvimos, ao longe. Também espreitamos o Arraial no Largo de S. Francisco e o outro Arraial no Instituto de Design.  Sábado à noite.
Passeio no Parque - domingo de manhã - 15 julho
O Cinema em Concerto, S. Mamede - domingo à tarde
O Cinema em Concerto, S. Mamede
O Cinema em Concerto, S. Mamede.


Ante estreia do filme 4:44, no S. Mamede, domingo à noite





















Filmes # 2 4:44 Último Dia na Terra, de Abel Ferrara

«Candidato ao Leão de Ouro no último Festival de Veneza, o novo filme de Abel Ferrara é um exercício de claustrofobia num apartamento de Manhattan. Cisco e Skye são um casal nova-iorquino que se prepara para o último dia do planeta Terra. Num ambiente de caos, a cidade aguarda as 4h44m da manhã, hora a que está previsto um fenómeno natural que levará à destruição completa do planeta. Nessas últimas horas, Skye e Cisco tentam exorcizar fantasmas da sua relação e comunicar com todos aqueles que amam. 4:44 é uma visão do apocalipse segundo a visão de um dos mais transgressivos cineastas contemporâneos.»

Vi-o ontem à noite, no S. Mamede. Foi a ante estreia nacional e, com um argumento destes, esperava-se qualquer coisa que nos agarrasse ao ecrã do princípio ao fim. Confesso que não foi o caso. Apesar de ter partes que considero muito bem conseguidas, de uma forma geral este filme não me convenceu. Um dejá vu - com este tipo de argumento há tantos filmes feitos que, ou se inova completamente, ou o risco de fiasco é grande. Não digo que foi o caso, no entanto, não consegui acreditar, nem por um minuto, nesta história - as mudanças climáticas que têm ocorrido a causar o desaparecimento súbito da vida na terra às 4h44m da manhã!?!? No mínimo, teria que nos convencer um bocadinho. É daqueles filmes que, passada uma hora, já não resta muito. Na minha perspetiva, claro!

Espetáculos #11 O Cinema em Concerto

Foi ontem, no S. Mamede, às 5 da tarde.
Pareceu-me logo que ia ser uma grande associação: o cinema e a sua música (ao vivo). Uma banda filarmónica interpretou variados temas que, inevitavelmente, associamos a determinados filmes. Não foram pelo mais fácil - vê-se bem que tem mão do Cineclube e dedo do Rui Massena -, seguindo uma linha condutora não muito evidente, mas surpreendente e muito, muito entusiasmante.
Só não me agradou o facto de existirem muitos filmes antigos, considerados imperdíveis, que eu ainda não vi. Tenho que investir (mentalmente, claro está) neste tipo de cinema... 

«Determinados temas musicais "tomaram" certos filmes e ficaram lá "agarrados. Ou, certos filmes "agarraram" em determinados temas musicais e tomaram-nos como seus, apropriaram-se deles. E sucedeu isto de tal forma que não se ouvem algumas daquelas músicas sem passarem nos nossos olhos imagens do filme marcado.»

Deixo 4 pequeninos filmes que por lá captei. Sim, quatro, porque não consegui optar por um!




sábado, 14 de julho de 2012

Música # 10 The legendary tigerman

Não adoro o Tigerman. Mas ouve-se bem. Aliás, há várias músicas das quais até gosto bastante (como as que abaixo destaco - com os Dead Combo e a Rita Redshoes). 
E o mais engraçado é que este DVD, «The Legendary Tigerman & Guests», com todo o concerto no coliseu, 27 músicas, custou 60 cêntimos, na passagem, anteontem à noite, por uma bomba de gasolina. Uma boa compra. Aqui não há dúvidas!



Espetáculos # 10 Coral de Jovens de Vancouver

O Coral de Jovens de Vancouver possui mais de 100 pessoas, cujo diretor artístico é de origem portuguesa (a mãe é de Guimarães). Neste concerto, ontem no Paço dos Duques, estiveram presentes 64 jovens, cujo amor e dedicação pela música transparecem em cada tema que apresentam. Este tour por Portugal, de 12 até 29 de julho, denominado «Spirit Alive», segue um repertório de música sacra e secular. 
Três vídeos meus (filmados com o telemóvel - logo, com imagem fraca):

Hossana 

It takes a all village to raise our children...

Sounds of the mother Earth

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Entre a quarta e a quinta

Isto é uma praça e Pousada da Juventude - 4ªfeira 11 Julho
Isto é uma praça - 4ªfeira 11 Julho 
Isto é uma praça  - 4ªfeira 11 Julho 
Isto é uma praça - ali ao lado - 4ª feira 11 Julho
Arraial - preparativos - 4ªfeira 11 Julho
Le Chorale Collège Saint-Pierre - Igreja de S. Francisco - 4ª feira 11 Julho
Construction with cloths - Largo Condessa do Juncal - 4ª feira  11 Julho
Arraial - ensaios - 4ªfeira 11 Julho
Procissão K2 - Jardins do Vila Flor - 5ª feira 12 Julho
Castas e Tostas - Carpaccio de polvo - 5ª feira 12 Julho
Castas e Tostas - 5ª feira 12 Julho

Espetáculos # 9 Procissão K2

Procissão K2, ontem, nos jardins do Vila Flor

«Procissão K2 tem como base a ideia de uma procissão. Marchar para a frente, como um ritual de uma massa de pessoas, que acreditam em pequenas e grandes coisas, e que durante o seu percurso experimentam pequenas histórias, como se fossem largando as memórias que transportam. O movimento, a palavra, a utilização  de objetos e a música constroem um teatro de imagens ambulante que se vai alterando ao longo do percurso. O percurso é um caminho, uma marcha que une.»

«Procissão K2 é, em simultâneo, uma performance e um processo de formação. (...) O conceito: criar uma espécie de comunidade vinda de um qualquer lugar, numa marcha, ritual, ao longo da qual contam histórias através de uma linguagem que não é a do espetador, largando memórias, inventando uma passagem. Fazem-no através do movimento, da palavra, dos objetos, num teatro ambulante, ao longo de um percurso, construindo um caminho, através de uma marcha/discurso que os une.»

Algumas das minhas fotos:



Espetáculos # 8 Le Chorale Collège Saint-Pierre

Deliciei-me. É verdade. Foi fabuloso.

Anteontem, na Igreja de São Francisco.

«Verdadeira instituição musical, são aplaudidos, elogiados e encorajados tanto pelos amantes da música como pelos amantes da beleza, na Bélgica ou no exterior. Fundado em 1950 (...)o coro ganhou rapidamente reputação, realçada pela participação no casamento do rei Balduíno e no batizado do príncipe Filipe, em 1960, em inúmeros espetáculos na Ópera (Bélgica) e em digressões musicais de mais de 15 países, europeus e americanos, ...»

«O coro apresentou um repertório rico e variado: obras sacras de Mozart, Haendel, Vivaldi, Mendelssohn, entre outros, mas também árias de ópera (Cármen de Bizet, Aída de Verdi), canções tradicionais de vários países ou canções contemporâneas, como "Os comediantes" de Aznavour. »

Fiz umas pequeninas filmagens - de qualidade fraquinha mas que, mesmo assim, me dei ao trabalho de partilhar no youtube para que possam ser vistas por outros. Mas, ao vivo, é fora de série!



quarta-feira, 11 de julho de 2012

Música na literatura # 6 Norwegian Wood & South of the border, west of the sun

As músicas que dão título a livros de Murakami, o enquadramento e os trailers dos filmes (que anseio ver)

Norwegian wood,  dos Beatles 
Pg 1. «Assim que o avião aterrou, começou a fluir uma música suave dos altifalantes no tecto: uma adocicada versão orquestral de Norwegian Wood dos Beatles. Esta melodia provocava-me sempre um calafrio, mas desta vez perturbou-me com mais força do que nunca.
Inclinei-me para a frente, com o rosto entre as mãos para evitar que o meu cérebro se estilhaçasse. Pouco depois, uma das hospedeiras alemãs aproximou-se e perguntou em inglês se me sentia agoniado.»
A música e, ao mesmo tempo, o trailer do filme:

A sul da fronteira, a oeste do sol, de Nat King Cole
Pg. 21. «Ao longe, Nat King Cole cantava «South of the border». A canção referia-se ao México, é bom de ver, mas na época eu não tinha maneira de saber. As palavras «a sul da fronteira» possuíam aos meus ouvidos  uma estranha ressonância, com o seu quê de enigmático. Cada vez que as ouvia, perguntava a mim próprio o que poderia haver de maravilhoso, a sul da fronteira. Quando abri os olhos, Shimamoto ainda estava entretida a brincar com os dedos e a fazer desenhos na saia. No fundo do meu corpo, experimentei uma sensação de dor estranhamente doce.»

Gosto muito do Goodreads

      Gosto muito do Goodreads. Gosto desta coisa de saber o que os «amigos» (os verdadeiros e os virtuais, tanto faz) andam a ler. Gosto de saber as novidades, que livros é que saíram fresquinhos nas livrarias ou que oferecem os alfarrabistas, nesta ou naquela cidade. Gosto de lá ter os meus livros, todos arrumadinhos, bem catalogados. E cada livro pode integrar diferentes secções, sem qualquer problema. Sempre gostei de fazer algumas análises e de retirar conclusões sobre livros o que, sendo difícil para mim, é extremamente rápido e eficiente nesta plataforma. Com um clique, consigo saber (quase) tudo: os livros que tenho, os que li e os que não li, em que ano adquiri um livro específico, nesse ano que outros livros e quantos adquiri, se ainda falta ler algum desse ano...; a nacionalidade dos escritores, quantos tenho e quais são os livros de escritores americanos, alemães, argentinos, angolanos, australianos, austríacos, ... (e ainda não saí do a); rapidamente, consigo saber quantos (e quais são) os livros de contos, os romances, as biografias, as autobiografias, os de ficção científica, os policiais, de viagens, enfim...
        É possível ainda, depois de ler um determinado livro, classificá-lo de 1 a 5 (desde o «didn't like it» até ao «it was amazing»). Pois, tem este "senãozito": está em inglês, embora existam inúmeros utilizadores portugueses.
     Clicando sobre um livro sabemos, automaticamente, de que trata, quantas edições existem, quantas páginas tem, que amigos o leram, quem o quer ler, o que escreveram sobre ele, como o classificaram, a classificação geral, e muito mais.
        Sempre que adquiro um novo livro, não tardo muito a inseri-lo no Goodreads. É que me dá mesmo gozo! E se, entretanto, não existir o livro na plataforma (o que é muito raro), podemos nós inseri-lo, através de um método simples e associá-lo a outros.
        É também possível sugerir livros a amigos e receber sugestões, de acordo com as nossas preferências. E mais, o Goodreads tem muito mais do que isto. 
    Resumindo e concluindo, para quem gosta de ler e para quem gosta menos, este programinha é um estímulo fortíssimo à leitura, pelo que o recomendo vivamente.
        
(e tudo isto surge porque lá fui fazer este update)


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terça-feira, 10 de julho de 2012

Momentâneo Espiritismo

       Durante as minhas arrumações, encontrei na gaveta dos papéis antigos um envelope. Um envelope grande, velho, gasto, intrigante...que apalpei, cheirei, interroguei e abri! 
    Continha alguns dos meus escritos (alguns individuais, outros não) de há muitos e muitos anos. Sempre me fez bem escrever. O hábito é antigo. Parece que me esvazia um bocadinho. 
    A leitura, na atualidade, destes poemas fez-me refletir, como é óbvio. Tirei várias conclusões... sobre as quais nada vou escrever... O que é facto é que também eu, como o poema, fiquei imersa em reticências...
      Fica aqui um deles, dos individuais (transcrito ipsis verbis). É de 1994. Ou seja, tem 18 anos. E eu tinha  (quase) 16. Achei estranho. Talvez andasse a ler ou a ver o que não era para mim...  Só digo isso!

Momentâneo Espiritismo

Confidencialmente
...Te mostro o vazio, 
o oco me ensombra,
ou me possui inteira.
Ao longo de mim não rogo
pelo que superficialmente me atinge.
Ou mata...
Resisto às aparências
De um sol tapado e infeliz
Que, por si só, assim o é.
... Não quero a vida
que me assustou ou alvejou, 
me assaltou sozinha...
Exijo compreensão
da insatisfação de uma vida
que, por ser comum, não me sacia...
... me martiriza, sufoca...
Elevo uma alma
que tentou ser humana, 
mas, desistindo, se esvai,
para o lugar primogénito...
ou...elevo-me...
...Confidencialmente.
                                                                          1994/06/30

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