segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Pics in my pocket # 12 My week (rewind) 6/8 - 12/8

Marcha - La Fúria del Coelho - Tempo de Gamar - 2ª feira - 6 de agosto
Marcha - 6 de agosto
106 anos de Marcha Gualteriana - 6 de agosto

Manifestus Probatum - Bolo de chocolate com gelado de tangerina
2ª feira - 6 de agosto
Balconing at night 
Old Jerusalem - couros - 19h - sábado, 11 de agosto
Projeto «Habitar Guimarães» - pelas ruas da cidade - sábado, 11 de agosto
Sábado, 11 de agosto
Teatro de Marionetas «Farsa de Inês Pereira» - sábado, 11 de agosto


Viana do Castelo - Domingo, 12 de agosto
Em Viana
Em Viana
Visita ao Gil Eannes - Domingo, 12 de agosto





sábado, 11 de agosto de 2012

A leitura # 6 Carlos Ruiz Zafón

 

São os livros que li de Zafón. Estão por ordem decrescente de preferência (5, 4 e 3 estrelas). 
«A sombra do vento» é um livro fantástico, que torna muito apetecíveis os livros do autor. No entanto, é muito difícil de igualar e, obviamente, de superar.
«Bea diz que a arte de ler está a morrer muito lentamente, que é um ritual íntimo, que um livro é um espelho e que só podemos encontrar nele o que já temos dentro, que ao ler aplicamos a mente e a alma, e que estes são bens cada dia mais escassos.» (in "A sombra do vento", pg. 504)
N"O Jogo do Anjo", tal como n'"A sombra do vento", toda a trama se desenvolve em torno dos livros. Sente-se o mesmo amor pelos livros. «Lembrei-me então do que Sempere me dissera da primeira vez que entrara na sua livraria: que todos os livros tinham alma, a alma de quem os escrevera e a alma de todos aqueles que o tinham lido e sonhado com eles» (in "O Jogo do Anjo", pg. 526). É a escrita de um livro que despoleta todos os mistérios... Até cerca de metade das suas 568 páginas, achei o livro delicioso... mas, a partir de certa altura deixou-me um sentimento de vazio, talvez justificável com as expectativas tão elevadas que criei depois de ler »A sombra do vento».
«Marina» também tem como pano de fundo Barcelona. Conta uma história misteriosa e quase surreal, muito bem construída, mas que não me seduziu da forma como os livros anteriores o conseguiram.
Falta-me agora ler «O Príncipe da Neblina» (o seu 1º romance, mas que apenas foi editado em Portugal em 2011) e «O prisioneiro do céu» (2012).

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

A música na literatura # 9 in Dança, Dança, Dança

«Coloquei as malas no porta-bagagem e arrancámos devagarinho, sem destino certo, debaixo da neve que continuava a cair. Yuki tirou uma cassete do seu saco, pô-la a tocar. Era David Bowie em "China Girl"
A seguir ouvimos Phil Collins, Jefferson Starship, Thomas Dolby, Tom Petty & the Heartbreakers, Hall & Oates, Thompson Twins, Iggy Pop, Bananarama e por aí fora. O género de música que costumam ouvir as adolescentes.
 

 Depois tocou a vez aos Stones com "Going to a Go-Go". - Esta conheço eu! - gabei-me. - Antigamente era cantada pelos Miracles, Smokey Robinson & the Miracles. Eu devia ter os meus 15 ou 16 anos...
- Ah sim? - disse Yuki, sem demonstrar ponta de interesse.
- «Going to a Go-Go...» - fiz coro com os Stones.
A seguir, Paul McCartney e Michael Jackson cantaram juntos o tema «Say Say Say».
(...)
Fiz a cassete deslizar para dentro do leitor. Começava com Sam Cooke a cantar "Wonderful World". "Don't Know much about history..." Particularmente, acho essa canção óptima. Sam Cooke foi assassinado com um tiro quando eu andava no ensino básico. A seguir vinham "Oh Boy", de Buddy Holly. Outro que tal, morreu num acidente aéreo. De Bobby Darin, "Beyond the sea". Também já falecido. Elvis "Houng Dog" Presley, morte por overdose. Todos eles mortos. Tirando talvez Chuck Berry, com o seu "Sweet little sixteen". Sempre comigo a fazer coro.

- Conheces realmente bem essas músicas! - disse Yuki, genuinamente impressionada.
- É um facto. Naquele tempo era louco por rock, tal como acontece contigo agora - expliquei - Quando tinha mais ou menos a tua idade, passava a vida de ouvido colado à rádio. Lembro-me de que gastava todo o dinheiro que recebia em discos. Achava que o rock'n'roll era a melhor coisa que tinham inventado.
- E hoje em dia?
- Ainda oiço. Gosto de algumas coisas. Mas já não presto assim tanta atenção, a ponto de decorar as letras. Nos dias que correm já não me comovo por tudo e por nada, como acontecia dantes.
- Porquê?
- Porquê?
- Sim, porquê? Diz lá.
- Talvez seja porque, a partir de uma determinada altura, descobrimos que as canções realmente boas, tal como as coisas realmente boas, se contam pelos dedos - disse eu. - É como em tudo na vida. Livros, filmes, concertos...
(...)
Começou a tocar "Come go with me", dos Del Vikings, e eu comecei a trautear uma parte em coro. Depois virei-me para Yuki e perguntei-lhe:
- Faz-te diferença?
- Não, nada mal - respondeu.
- Nada mal - repeti.
- E agora que já não és assim tão novo, ainda te apaixonas? - perguntou Yuki.
Aquilo deu-me que pensar durante alguns momentos.
(...)
"Sugar Shack", de Jimmy Gilmer. Comecei a assobiar enquanto conduzia. À nossa esquerda estendia-se uma planície a perder de vista toda coberta de neve. "Just a little shack made out of wood. Expresso coffee tastes mighty good." Uma boa safra, a de 1964.
(...)
Aos poucos, tinha nascido entre nós uma certa cumplicidade, ao ponto de cantarmos os dois em coro o refrão de "Surfin'USA", dos Beach Boys. Que é como quem diz, aquela parte mais fácil, que diz "inside outside USA". Foi divertido. Pelos vistos, eu ainda não estava pronto a integrar a categoria dos velhos ogres.»
in Dança, Dança, Dança, de Haruki Murakami (pgs 141 - 145- excertos) 

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Uma análise que só me interessa a mim (ou talvez não) - nacionalidades de escritores

Enquanto deambulava pelo Goodreads, encontrei uma análise estatística que, para mim, é muito interessante. Afinal de contas não é muito fácil aferir os nossos gostos e escolhas no que se refere aos diversos autores, nacionalidades preferidas, temáticas mais ou menos recorrentes, entre muitos outros aspectos.
Assim, analisando as nacionalidades, numa primeira instância, concluí que: 
- a maior parte dos meus livros são de autores americanos. Tenho 156 livros de americanos.
           - Li os seguintes autores: Ernest Hemingway, Irving Stone, John Katzenbach, John Steinbeck, Dan Brown, Truman Capote, Patricia Highsmith, Mark Twain, F. Scott Fitzgerald, Richard Bach, Michael Cunningham , Michael Connelly, Louisa May Alcott,  Mary Higgins Clark, Edgar Allan Poe, Stephen King,  Allegra Goodman, Henry Miller, Danielle Steel, Charles Bukowski e mais alguns. São 27 livros lidos. Concluo que, exceptuando Irving Stone e Steinbeck, nunca regressei aos autores americanos que li. Uma situação para refletir! 
             - Tenho em casa para ler muitos outros livros de autores americanos. No total, são 129 livros de americanos por ler. Assim um pouquinho por alto, os que tenho em maior número (por ler) são: Irwin Shaw (8), Pearl S. Buck (7), Ernest Hemingway (6), Sinclair Lewis (3), William Faulkner (3), Henry Miller (5), Jack Kerouac (2), Henry James (3), Irving Wallace (6), Ellery Queen (4), Horace McCoy (2), Erskine Caldwell (5), William Styron (2) e, obviamente, muitos, muitos outros, até perfazer os tais 129 livros, sabendo que de cada autor que aqui falta tenho menos livros.
          - Dos autores americanos que ainda não li (e que tenho em casa), quero dedicar-me rapidamente a: Horace McCoy, Irwin Shaw e Pearl S. Buck!

- Logo a seguir, vêm os autores ingleses. Tenho 108 livros de ingleses.
                - Li os seguintes: Daphne du Maurier (3 livros maravilhosos), W. Somerset Maugham (5 magníficos), Agatha Christie (3), Arthur Conan Doyle (2), Charles Dickens (2), D. H. Lawrence (2), William Golding (1), Oscar Wilde (1), George Orwell (1), Aldous Huxley (1) e mais alguns autores, até perfazer 26 livros de ingleses lidos.
               - Em casa, tenho 82 livros de ingleses por ler, como é fácil de calcular. De entre os autores, em maior número estão: Aldous Huxley (6), Somerset Maugham (3), Oscar Wilde (2), Graham Greene (3), Virginia Woolf (3), A. Christie (3), Frederick Forsyth (2), Ruth Rendell (3), A. Conan Doyle (8). Resumindo, tenho mais cerca 50 autores, numa média de um livro por autor. 

- Nas minhas prateleiras, os autores portugueses estão em terceiro lugar. Tenho 103 livros de portugueses.
                 - Li 38 e ainda não li 65. (Vou ter que mudar a estratégia de análise. É que já estou a "dar o tilt". Altura de abreviar.)
                 - Os autores portugueses que mais li foram: Eça de Queirós, Júlio Dinis, José Saramago, Camilo Castelo Branco, Alice Vieira, Sophia de Mello Breyner e José Rodrigues dos Santos. Ui, que grande miscelânea! 5 estrelas só dei a Saramago, Miguel Sousa Tavares e Luís Vaz de Camões. 
             - Tenho vários livros por ler de: Saramago, Natália Correia, José Cardoso Pires, Júlio Dinis, António Lobo Antunes, Eça de Queirós, João Tordo, Hélia Correia, Lídia Jorge, Agustina Bessa-Luís e dezenas de outros autores, dos quais só tenho um livro.

- De seguida, vêm os autores brasileiros. Tenho 84 livros de brasileiros.
              - Bem, agora assustei-me! Só li meia dúzia? Há aqui algo que não está bem! Li Jorge Amado (3), Erico Veríssimo (2) e Joracy Camargo (1). Mais uma conclusão: está na altura de apostar nos autores brasileiros. Até porque costumo gostar...
             - Escusado será dizer que tenho mais de 70 livros de brasileiros que não li, dos mais diversos autores: de Erico Veríssimo (autor que muito aprecio) tenho mais 14 livros para ler, Lygia Fagundes Telles (6), José Lins do Rego (7), Gilberto Freyre (3), Jorge Amado (4), Zélia Gattai (1), Chico Buarque (2), Rachel de Queiróz (2), Herberto Sales (3), Josué Montello (4), Rubem Fonseca (1) e muitos outros autores,  que fazem parte de uma coleção que fui adquirindo.

- Os autores franceses seguem-se neste ranking. Tenho 80 livros de franceses.
            - Só li 16 livros, dos seguintes autores: só de Émile Zola é que li 2 livros, de todos os outros autores li apenas 1 livro (Le Clézio, Marguerite Duras, Voltaire, Diderot, Jules Verne, Eva Curie, Gustave Flaubert, Charles Duchaussois e outros).
             - Restam cerca de 60 livros para ler de autores como Jules Verne (12), Roger Vailland (3), Balzac (3), Jean-Paul Sartre (2), Roger Martin du Gard (2), Marguerite Duras (2), Guy de Maupassant (1), Simone de Beauvoir (1), Anatole France (1), Romain Rolland (1), André Gide (1), François Mauriac (1), Victor Hugo (2), A. Saint-Exupéry (1), Marquês de Sade (1), Marie Darrieussecq (1), Boris Vian (1), G. Flaubert (1) e outros 20 autores.

- Os próximos são os autores italianos, já com um número muito menor: 36 livros no total.
           - Só li 5!? (Até a mim me surpreendo!). 3 de Alberto Moravia, 1 de Susanna Tamaro e outro de Primo Levi.
          - Tenho por ler: Giovanni Papini (8), Curzio Malaparte (4), Alberto Moravia (4), Calvino (4), Dante Alighieri (2), Umberto Eco (2), Luigi Pirandello (1), Giacomo Casanova (1), G. T. di Lampedusa (1), Cesare Pavese (1), A. Tabucchi (1), Andrea Camilleri (1), Alessandro Baricco (1), Claudio Magris (1). Desta vez estão cá todos.

- Passemos aos autores russos. Tenho 26 livros.
             - Li 11: Dostoiévski (2), Condessa de Ségur (6), Aleksandr Solzhenitsyn (1), Nabokov (1) e Tolstoy (1).
              - Tenho para ler: Boris Pasternak (2), Dostoiévsky (2), M. Cholokhov (2), Ivan Bunin (1), Joseph Brodsky (1), Nabokov (1), Alexander Pushkin (1), Lou Andreas-Salomé (1), Andrei Makine (1), V. Korolenko (1), Alexandre Zinoviev (1) e Chingiz Aitmatov (1). Parece que já estão todos.

- Seguem-se os autores alemães, dos quais tenho 25 livros.
              - Só li 6: Thomas Mann (2), Patrick Süskind (1), Erich Maria Remarque (1), Christiane F. (1) e Anne Frank (1).
                 - Faltam 19 livros - Thomas Mann (7), Hermann Hesse (2), Heinrich Böll (2), Goethe (1), Patrick Süskind (1), Erich Maria Remarque (3), Nietzsche (1), Ernst Schnabel (1), Siegfried Lenz (1). Estão todos.

- De autores espanhóis, só tenho 16 livros.
                  - Só li 5: Carlos Ruiz Zafón (3), Ballester (1) e Violeta Hernando (1).
            - Nos não lidos estão: Camilo José Cela (2), António Muñoz Molina (2), Jorge Semprún (2), Montálban (1), Cervantes (1), Jiménez (1), Alárcon (1), Manuel Vicent (1) e mais um ou outro.

- De autores japoneses, tenho 14 livros. Li 10 de Murakami. Dos 4 que não li, 2 são de Kenzaburo Oe e outros 2 de Yasunari Kawabata.

- Tenho 10 livros de autores belgas. Só li 1, de Georges Simenon. Tenho mais 5 de Simenon, 2 de Marguerite Yourcenar, 1 de Ladislas de Hoyos e 1 de Jean-Claude Bologne.

- De autores suecos, tenho 8 livros. Só li 1, de Stieg Larsson.  Tenho Selma Lagërlof, Pär Lagerkvist, Lars Gustafsson, August Strindberg, Axel Munthe e mais Stieg Larsson.

- Tenho 8 livros de autores indianos. Só li 1, de Arundhati Roy. Tenho Salman Rushdie (2), Kipling (1), Tagore (1) e Lawrence Durrell (3).

- De autores irlandeses, também são 8 livros. Só li 1, de Cecilia Ahern. Tenho G. B. Shaw (1), Samuel Beckett (1), Jonathan Swift (1), Elizabeth Bowen (1) e James Joyce (3).

- De colombianos, são 7 livros, todos de Gabriel García Márquez. Li 4 e faltam 3.

- De austríacos são 7. Li 3, de Robert Musil, Arthur Schnitzler e Stefan Zweig. Faltam 4, de Zweig, Musil, Italo Svevo e Lilian Faschinger.

- De sul-africanos são 6. Li 2, de J. M. Coetzee. Tenho 4 para ler: 2 de Coetzee e 2 de Nadine Gordimer.

- De chilenos, tenho 7. Li 3, de Isabel Allende e tenho para ler mais 4, de Pablo Neruda, Luis Sepúlveda, Antonio Skármeta e Isabel Allende.

- De checos, são 8 livros: li 4, de Kafka e Milan Kundera e tenho 4 para ler, 3 de Kafka e 1 de Jaroslav Hasek.

- De peruanos, são 4. Todos de Mario Vargas Llosa - li metade (2 livros).

-  De chineses, tenho 4 e li 1 (Jung Chang).

- De  algerianos, tenho 4 (3 são de Camus). Não li nenhum.

- Abreviando agora:
      -  tenho 3 livros de: húngaros (li 2, de Sándor Márai), de dinamarqueses (não li nenhum), canadianos (de Saul Bellow, Margaret Atwood e não li nenhum), mexicanos (li 1, de Laura Esquivel), libaneses (não li nenhum), australianos (não li nenhum) e angolanos (não li nenhum).

          - tenho 2 livros (que ainda não li) de cada uma destas nacionalidades: argentinos, iranianos, moçambicanos, egípcios, polacos.

          - tenho apenas 1 livro de um nigeriano (Wole Soyinka), neozelandês (Anna Campion - lido), jugoslavo (Danilo Kis), guatemalteco (Miguel Ángel Asturias), romeno (André Kedros), suiço (Françoise Giroud), dominicano (Jean Rhys), timorense (Luís cardoso), turco (Orhan Pamuk), cisjordano (Souad - lido), uruguaio (Carmen Posadas), búlgaro (Elias Canetti), bósnio (Ivo Andric), norueguês (Jostein Gaarder) e do sri lanka (Michael Ondaatje).

Apesar de me ter tomado imenso tempo, gostei muito de ter feito esta análise, principalmente porque me fartei de aprender! Acho que foi tão produtiva que, obviamente, não vou ficar por aqui ... 

terça-feira, 7 de agosto de 2012

A música na literatura # 8 in Dança, Dança, Dança

Learning with and listening to H.M.: 

«Fui experimentar o barbeiro do hotel. Verifiquei tratar-se de um local limpo e agradável. Estava à espera que estivesse cheio e calculei que teria de esperar, mas por ser um dia de semana não tinha ninguém e fui logo atendido. Na parede azul-acinzentada via-se um quadro abstracto e a aparelhagem tocava baixinho o Play Bach, de Jacques Loussier. 
Era a primeira vez na vida que entrava numa barbearia assim - se é que se podia chamar barbearia a um sítio daqueles. Por este andar, estaremos a ouvir cantos gregorianos nos banhos públicos e Ryuichi Sakamoto na sala de espera das repartições de Finanças.»
in Dança, Dança, Dança p. 50, 51
Love it...

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Espetáculos # 20 Zé Perdigão

Zé Perdigão é um artista vimaranense, com uma voz e presença de que gosto muito. O seu primeiro disco foi produzido por José Cid, que o tem acompanhado em vários concertos. 
Já o vi atuar duas vezes com José Cid e, no Casino da Póvoa, vi-o sozinho. Gosto sempre. Este concerto integrado na CEC foi, no entanto, o mais completo. Consegue envolver as plateias no seu espírito e todos lhe reconhecem o mérito. Mas, não se tem ouvido falar muito dele por aí. Só quando tiver reconhecimento lá fora é que será reconhecido pelos portugueses? 

Os vídeos seguintes são meus, como tal não têm grande qualidade de imagem. Valem pelo som. 

Pics in my pocket # 11 My week (rewind) 30/7 - 5/8

Uma espreitadela na apresentação dos jogadores do VSC para a nova época.
Na praça da plataforma 5ªf (2 agosto)
Uma espreitadela no «Cinema em Concerto» na Praça da Oliveira (só pelo
enquadramento - porque já tínhamos assistido no S. Mamede). 
Dressed in black. Selling ballons.
Cuca Roseta, na praça da plataforma -3 de agosto
Carminho e Ricardo Ribeiro, na praça da plataforma - 3 de agosto
Fishing rods with books
Victor Herrero - couros - sábado - 4 de agosto
Isto é uma praça - 4 de agosto
Assalto ao coreto - 4 cantos redondos - sábado - 4 de agosto

 Festas Gualterianas - domingo - 5 de agosto
 Festas Gualterianas - domingo - 5 de agosto
Festas Gualterianas - domingo - 5 de agosto
From top to bottom
Zé Perdigão - domingo - 5 de agosto

domingo, 5 de agosto de 2012

Música # 14 Anja Garbarek

Fui (ou vim) revisitar a Anja.
(Orgulho-me em dizer que já a vi em concerto. Em Guimarães!)
E, neste momento, estou indecisa entre esta: 
ou esta:

sábado, 4 de agosto de 2012

Espetáculos # 19 Carminho, Cuca Roseta e Ricardo Ribeiro

Aconteceu ontem à noite, na praça exterior da plataforma das artes, mais um espetáculo. Desta vez, Carminho, Cuca Roseta e Ricardo Ribeiro interpretaram sobretudo fados antigos, daqueles que todos conhecemos, intercalados com alguns dos seus repertórios. Soube-me bem. Soube-me muito bem ir aos fados, ontem à noite!

Um dos meus vídeos:

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Música # 13 Beach House - Lover of mine

Banda Fabulosa!
E não é que estiveram por cá (no CCVF) em 2010 e só agora é que descobrimos?

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

A música na literatura # 7 in Dança, Dança, Dança

«Segui viagem em direção a oeste, depois de ter ligado a rádio, pela primeira vez desde há muito tempo. Apanhei uma estação que só passava música rock. A maior parte das canções não tinha graça nenhuma. Fleetwood Mac, Abba, Melissa Manchester, os Bee Gees, KC & the Sunshine Band, Donna Summer, Eagles, Boston, os Commodores, John Denver, Chicago, Kenny Rogers... Eram tudo músicas que apareciam e desapareciam como bolhas de espuma na água. Que bodega. Típica música de grande consumo, destinada unicamente a extorquir aos adolescentes a sua semanada. (...)
(...) Enquanto guiava, tentei lembrar-me de algumas cantigas sinistras que nos meus verdes anos costumavam passar na rádio. Nancy Sinatra...Que porcaria. Os Monkeys, outros que tais. Até mesmo Elvis tinha uma quantidade de músicas que não se aproveitavam para nada. Sem esquecer um tipo ridículo que dava pelo nome de Trini Lopez! Grande parte do repertório de Pat Boone fazia-me pensar em música para anúncios de sabonetes. Bobby Rydell e Anetto eram péssimos. Ah, é verdade, faltavam os incontornáveis Herman's Hermits, outra desgraça que tal. Uma após outra, as bandas inglesas daquela época acorriam-me à ideia em catadupa. Os seus músicos tinham todos os cabelos compridos, as roupas bizarras e ridículas... Vejamos, de quantas é que me conseguiria lembrar? Honeycombs, Dave Clark Five, Gerry and the Pacemakers, Freddie and the Dreamers... e poderia continuar por aí fora. Jefferson Airplane fazia lembrar um cadáver enrijecido. Só de ouvir Tom Jones, ficava arrepiado. E tínhamos ainda Engelbert Humperdinck, cópia grosseira do tal Tom Jones. E os Tijuana Brothers e outros iguais a eles, com as suas canções que mais pareciam jingles publicitários. Os certinhos Simon & Garfunkel e os psicadélicos Jackson Five. (...)
(...) Nisto começou a tocar o tema «Brown Sugar» dos Rolling Stones. Sem querer, dei por mim a sorrir. Era uma canção porreira, pensei com os meus botões. E decente. Se não me engano, «Brown Sugar» estava na berra em 1971. (...)
(...) A seguir ao Rod Stewart, o locutor anunciou uma canção em nome dos bons velhos tempos. «Born to lose», de Ray Charles. Uma canção triste, por sinal ... «Born to lose» ... cantava Ray Charles, «and now I'm losing you». 
Ao ouvir aquela canção, senti-me verdadeiramente melancólico. Quase a chorar. Volta e meia, acontece-me, por uma coisa de nada. Alguém ou alguma coisa toca no ponto mais sensível do meu coração. Desliguei o rádio, parei o carro no posto de abastecimento, dirigi-me à zona do restaurante e mandei vir uma sanduíche e um café. Fui até à casa de banho e lavei muito bem as mãos sujas de terra. Bebi duas chávenas de café mas só consegui dar duas ou três dentadas no pão...»
in «Dança, Dança, Dança», pgs. 18,19

Filmes # 4 As Flores da Guerra

Que saudades que eu tinha de ver um filme assim!
É poderosíssimo, fortíssimo...
São 146' de emoções fortes. Magnífico e grandioso!

terça-feira, 31 de julho de 2012

A Leitura # 5 Fúria Divina

Terminei hoje de ler «Fúria Divina». Gostei muito do livro. Penso que o autor conseguiu alcançar plenamente os seus objetivos. Faz com que o leitor fique a entender a base do pensamento islâmico, ou melhor, o que está por detrás do radicalismo de alguns muçulmanos. 
   Construiu, então, uma personagem, Ahmed, que vamos acompanhando desde a infância até se tornar um mudjahedin, ou seja, um terrorista que interpreta e segue à risca o Alcorão, numa vertente bélica. Fiquei estupefacta pelo facto de existirem no Alcorão mais de 150 versículos dedicados à jihad, ou seja, à guerra. Compreende-se por que razão existe um machismo exacerbado em relação às mulheres muçulmanas, por que razão os homens as tratam da forma como tratam e qual a base para tais comportamentos. Vai-se entendendo a aversão que têm em relação aos kafirun, ou seja, aos infiéis - todos os povos, incluindo muçulmanos (xiitas) - que querem combater e/ou converter ao islamismo.
   Os capítulos que nos retratam a vida muçulmana (dos sunitas) são intercalados por outros capítulos em que entra em acção, mais uma vez, Tomás Noronha, a velha personagem de José Rodrigues dos Santos. Neste livro, ao contrário do «Sétimo Selo», achei que esta personagem estava mais coerente e melhor construída, apesar de não gostar muito. O facto de existir este intercalar de situações (que depois se cruzam) torna o livro mais apetecível. O autor consegue captar a atenção do leitor e manter sempre altas as expectativas. Ou seja, é daqueles livros de leitura muito fluida, que nos ajudam a criar imagens explícitas e que nos obrigam a virar página atrás de página, com rapidez, porque algo ficou no ar e queremos ver desenvolvido. 
    Só continuo a não gostar dos diálogos americanizados que o autor vai lançando lá pelo meio do livro. Aqueles "Ouvi dizer que é fucking delicious", "Jolly good, mister",...  ou as onomatopeias "Ploc, Ploc", «Crrrrrrrrr", "paf, paf", "toc, toc, toc", ... Tudo questões técnicas que, na minha opinião, não engrandecem o livro. Por outro lado, esperava que o final do livro fosse melhor. É forçada a aparição de Bin Laden, o encontro com Ahmed, a bomba desativada no último segundo, enfim... Até 3/4 do livro, classificá-lo-ia com 4 estrelas e, a partir daí, só 2 ou 3. 

   
    Do autor, é o terceiro livro que leio. O primeiro foi o «Sétimo Selo», o segundo foi o «Anjo Branco». Gostei de todos eles mas foi este, sem dúvida, o que mais me inquietou e prendeu do início até ao final.
    Obviamente que quero continuar a explorar outros livros de JRS. 

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Pics in my pocket # 10 My Week (rewind) 23 - 29/7

«Russian Red» - Jardins CCVF - 5ª feira - 26 julho
«Une brique dans le ventre» - Teatro, na ASA - 4ª feira - 25 de julho
Mais 4 livrinhos (adquiridos nesta semana)! Além da MUITA música!
«Azevedo Silva» - concerto integrado no Festival Manta - 6ª feira - 27 julho (19h)
«Orquestra Chinesa de Macau», com o convidado especial Carlos do Carmo. CCVF.
Para mim, foi o ponto mais alto da semana!
6ª feira - 27 julho (22h)
«Nite Jewel »- Festival Manta - Jardins do CCVF - 6ª feira - 27 julho (00 h)
As programações espalhadas por aí...
«UTE LEMPER e a Fundação Orquestra Estúdio».
Para mim, o segundo ponto alto da semana.
Sábado - 28 de julho (plataforma das artes)
«As Flores da Guerra» - filme em ante estreia nacional, no S. Mamede - Domingo, à noite - 29 de julho

Pois - tudo levava a crer que ia ser um grande filme. Mas, não!
Foi um belo fiasco. Não o filme - que esse não o vi.
Não tinha legendas: as partes em inglês ainda percebia, mas chinês é um bocadinho difícil!
Vimos 20', levantamo-nos e saímos... Uma lástima este tipo de falhanços! Ainda por cima num evento da CEC!

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