sábado, 6 de outubro de 2012

Noc Noc 5/10

De entre a imensidão de mostras artísticas à disposição de todos, neste fim de semana, escolhemos (para o dia de ontem) um percurso que se aproxima da sequência de fotos que deixo aqui. 

Na Plataforma das Artes (n.º1), instalaram-se, principalmente, japoneses (pintura, vídeo, instalação, desenho, ...). Também lá estava uma exposição de pintura da Délia de Carvalho de que gostei muito. Ficam algumas fotos: 





Nós também fizemos parte, na Rua do Anjo, nº55: 

Também já fomos visitar a nova extensão do Museu Alberto Sampaio (nº44). Um bocadinho às pressas, para apanharmos a "surpresa" na Oliveira. Mas, dessa, nem vale a pena falar!
As ruas e esplanadas estavam apinhadas. Respirou-se boa disposição, música e criação.

Na sede do Cineclube:

Candeeiros com história(s): 
E hoje há mais, muito mais para ver. Basta calcorrear as ruas da cidade...

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Apanhados por ali, na 6ª feira passada

Aqui estamos nós, todos contentes, a assistir ao espetáculo, encostados à Igreja!
Gigantes pela própria natureza - take 2

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Pics in my pocket # 15 Gigantes pela Própria Natureza


Foi hoje à tarde, na Oliveira. Gostei muito. Porque me fez esquecer de tudo o resto durante o tempo que durou e porque me deu imagens maravilhosas. Ficam aqui algumas...



 





«Gigantes Pela Própria Natureza é uma orquestra de rua sobre pernas de pau, formada por artistas integrantes da Grande Companhia Brasileira de Mystérios e Novidades, que tem vindo a afirmar o teatro de rua como um importante veículo de manifestação popular, e por jovens atores/músicos aprendizes. (...) Gigantes Pela Própria Natureza inspira-se nas músicas tradicionais indígenas, africanas e europeias (...), que vincula tradição e contemporaneidade, resultando em apresentações de espetáculos de rua.»

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Bye Bye Summer

Que cartaz fantástico! 

Filmes # 6 O gebo e a sombra

«Centenário, dotado de uma resistência e saúde física e mental inigualáveis, é o mais velho realizador do mundo em actividade, e ainda com planos futuros.» (Wikipedia)

Gosto muito do Manoel de Oliveira. Da sua obra ainda não conheço muito, mas gosto tanto da pessoa - da sua forma de ser e do modo como encara a vida. E que longa e produtiva tem sido a sua!
Das 32 longas metragens que realizou, só vi: «A carta», «Porto da minha infância», «Aniki-Bobó» e, agora, este: «O gebo e a sombra». Sem sombra de dúvida, dos 4 filmes, o meu preferido é o «Aniki-Bobó», o seu primeiro "verdadeiro" filme, de 1942.

Na passada 3ª feira, fui ver, no CCVF, em pré-estreia, «O gebo e a sombra», filme baseado na obra homónima de Raúl Brandão. Em entrevista, Manoel de Oliveira diz que «A escolha desse texto tem uma história. Um amigo que aprecia o meu trabalho perguntou-me porque não fazia um filme sobre a pobreza. Respondi-lhe que um filme assim seria muito difícil de realizar excepto se se tratasse de um documentário no qual pudesse mostrar diversos casos de pobreza. Lembrei-me então da peça de Raúl Brandão, o Gebo e a Sombra, que fala de pobreza e de honestidade.» 

É um filme falado em francês, que integra no seu elenco vários artistas consagrados, nacional e internacionalmente. No CCVF, na pré-estreia, estiveram presentes, para além do realizador Manoel de Oliveira, três dos actores do filme: Cláudia Cardinale, Leonor Silveira e Ricardo Trêpa. 

Um recorte de jornal sobre o evento.

domingo, 23 de setembro de 2012

Tempo para renascer

Marcando o início do Outono, ontem, no Campo de S. Mamede, a imagem era esta:
                         
E este era o som. 
Mas que bela surpresa!

sábado, 22 de setembro de 2012

"Namore uma garota que lê" (by Rosemarie Urquico)

«Namore uma garota que gasta seu dinheiro em livros, em vez de roupas. Ela também tem problemas com o espaço do armário, mas é só porque tem livros demais. Namore uma garota que tem uma lista de livros que quer ler e que possui seu cartão de biblioteca desde os doze anos.

Encontre uma garota que lê. Você sabe que ela lê porque ela sempre vai ter um livro não lido na bolsa. Ela é aquela que olha amorosamente para as prateleiras da livraria, a única que surta (ainda que em silêncio) quando encontra o livro que quer. Você está vendo uma garota estranha cheirar as páginas de um livro antigo em um sebo? Essa é a leitora. Nunca resiste a cheirar as páginas, especialmente quando ficaram amarelas.

Ela é a garota que lê enquanto espera em um Café na rua. Se você espiar sua xícara, verá que a espuma do leite ainda flutua por sobre a bebida, porque ela está absorta. Perdida em um mundo criado pelo autor. Sente-se. Se quiser ela pode vê-lo de relance, porque a maior parte das garotas que leem não gostam de ser interrompidas. Pergunte se ela está gostando do livro.

Compre para ela outra xícara de café.
Diga o que realmente pensa sobre o Murakami. Descubra se ela foi além do primeiro capítulo da Irmandade. Entenda que, se ela diz que compreendeu o Ulisses de James Joyce, é só para parecer inteligente. Pergunte se ela gostaria de ser a Alice.

É fácil namorar uma garota que lê. Ofereça livros no aniversário dela, no Natal e em comemorações de namoro. Ofereça o dom das palavras na poesia, na música. Ofereça Neruda, Sexton Pound, E. E. Cummings. Deixe que ela saiba que você entende que as palavras são amor. Entenda que ela sabe a diferença entre os livros e a realidade, mas, juro por Deus, ela vai tentar fazer com que a vida se pareça um pouco como seu livro favorito. E se ela conseguir não será por sua causa.

É que ela tem que arriscar, de alguma forma.
Trate de desiludi-la. Porque uma garota que lê sabe que o fracasso leva sempre ao clímax. Essas garotas sabem que todas as coisas chegam ao fim. E que sempre se pode escrever uma continuação. E que você pode começar outra vez e de novo, e continuar a ser o herói. E que na vida é preciso haver um vilão ou dois.

Por que ter medo de tudo o que você não é? As garotas que leem sabem que as pessoas, tal como as personagens, evoluem.

Se você encontrar uma garota que leia, é melhor mantê-la por perto. Quando encontrá-la acordada às duas da manhã, chorando e apertando um livro contra o peito, prepare uma xícara de chá e abrace-a. Você pode perdê-la por um par de horas, mas ela sempre vai voltar para você. E falará como se as personagens do livro fossem reais – até porque, durante algum tempo, são mesmo.

Você tem de se declarar a ela em um balão de ar quente. Ou durante um show de rock. Ou, casualmente, na próxima vez que ela estiver doente. Ou pelo Skype.

Você vai sorrir tanto que acabará por se perguntar por que é que o seu coração ainda não explodiu e espalhou sangue por todo o peito. Vocês escreverão a história das suas vidas, terão crianças com nomes estranhos e gostos mais estranhos ainda. Ela vai apresentar os seus filhos ao Gato do Chapéu e a Aslam, talvez no mesmo dia. Vão atravessar juntos os invernos de suas velhices, e ela recitará Keats, num sussurro, enquanto você sacode a neve das botas.

Namore uma garota que lê porque você merece. Merece uma garota que pode te dar a vida mais colorida que você puder imaginar. Se você só puder oferecer-lhe monotonia, horas requentadas e propostas meia-boca, então estará melhor sozinho. Mas se quiser o mundo, e outros mundos além, namore uma garota que lê.

Ou, melhor ainda, namore uma garota que escreve.»

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Música # 19 Siouxsie

Depois de um dia de trabalho, muito cansativo, e na expectativa de outro ainda pior, a minha melhor terapia.... 
(... no universo da Siouxsie, estas foram as  mais eficazes, terapeuticamente falando)


Transferência directa

Assim, por mero acaso, encontrei a imagem que procurava e que me será extremamente útil! É, gráfica e conceptualmente, perfeita!

E também fica muito bem guardada aqui.

sábado, 15 de setembro de 2012

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

A minha banda sonora

A oferta de um álbum dos Suede no meu recente aniversário, fez-me pensar que desde sempre me ofereceram música. E, tratando-se de pessoas que me conheçam muito bem, acertam sempre - quando conseguem perceber qual é a escolha certa naquela fase.
Eu sou daquelas pessoas que conseguiriam selecionar as músicas que me marcaram a vi(d)a. Ou seja, tenho uma banda sonora, muito alargada é certo, mas vou sendo capaz de reconhecer as músicas que eu fui selecionando ou que me foram selecionando elas próprias. Pelos acasos, porque poderiam ter sido, perfeitamente, outras.  
Há as que já passaram - que marcaram uma fase, que foram (muito) representativas, mas que hoje apenas têm valor porque existiram naquela altura.
Há as intemporais - que sempre me caraterizaram e que eu sei que continuarão comigo no futuro. Uma parafernália delas!
Há as do presente - que me acompanham agora e que me enchem, de alguma forma, a alma. É claro que estas tanto se podem tornar passageiras, como intemporais.

...E, claro, há as do futuro, as que estão por vir. Porque ainda há muito espaço (mental) para o que por aí vem. 

A minha banda sonora atual (também) inclui esta (que, não sendo passageira, se está a tornar intemporal):

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Até onde chegaram os meus devaneios?

É engraçado analisar estas coisas! E, olhando para o «público», nas estatísticas do blogue, consigo chegar a algumas conclusões!
Primeira: Tudo levava a crer que seriam os portugueses os clientes mais assíduos (pelo menos aquelas -pouquíssimas - pessoas a quem disse que tinha um blogue). E são: os portugueses continuam a ser os mais frequentadores, com 45% de todas as visualizações. Mas esta percentagem, a meu ver, é baixa, comparativamente com outros países. Afinal, é escrito em português!
Segunda: Há imensas (30%) visualizações da Rússia. E, por mais que tente, não entendo! Eu sei que é um país enorme, o que aumenta a probabilidade mas, não me parece que seja uma questão aleatória, decididamente! Serão os tais portugueses espalhados pelo mundo? Quase todos os dias tenho leitores da Rússia!
Terceira: A Alemanha segue-se neste ranking - 14%. E também não me parecem aleatórios os resultados. Estarei  errada?
Quarta: Significativas são também as visualizações do Brasil (o que não é de estranhar!) e dos Estados Unidos (o que é mais estranho).
Quinta: De cada vez que surge um novo país nas estatísticas fico contente. A sério. Não sei muito bem porquê! Talvez porque me faça viajar até lá, através das minhas palavras ou das minhas imagens! Assim, já cheguei até à Índia, Holanda, Reino Unido, Suíça, Índia, Macau, Grécia, Itália, Moçambique, Ucrânia, Croácia,...
Sexta e última conclusão (para já): Talvez as pessoas que mais se interessam por nós não sejam bem aquelas que julgávamos que seriam! 
Se lerem este texto e se conseguirem esclarecer-me algumas das minhas dúvidas, ficarei agradecida.

sábado, 8 de setembro de 2012

E o meu melhor presente de aniversário! (sob a forma de palavras)


«EU CONHEÇO A BRANCA DE NEVE

Desde sempre me lembro dela, provavelmente mesmo muito antes de ter consciência de mim própria já distinguia o seu tom de voz.
Recordo-me da sua capacidade para se isolar, ficando horas no meio dos seus puzzles, dizendo muitas vezes que quantas mais peças tivessem mais espetaculares eram. Sobre a alcatifa cinzenta do nosso quarto jogava horas com as imensas e minúsculas pecinhas, num quebra-cabeças desenfreado.
Adorava ler, perdia-se horas nas inúmeras histórias que as páginas lhe iam oferecendo, herança incontestável do meu pai, que sempre lhe incentivou o gosto, oferecendo-lhe as coleções que ela ia pedindo das histórias juvenis.
Quando se embrenhava no seu mundo eu sabia que não a podia interromper, como menina mais velha, sabia impor as suas regras.
Recordo-me das tardes de Verão, daquelas bem quentes, em que é impossível estar em casa, muito menos quando se é criança, em que íamos às amoras nos campos, perto da casa da minha avó, depois cobríamos os frutos com açúcar, no final do manjar ficávamos com a cara, mãos e roupas todas pretas e com a barriga satisfeita, conseguia sempre mais amoras do que eu, algo que não me agradava muito.
Sempre muito organizada, mantinha os seus brinquedos “estimadinhos”, e isso enervava-me, pois as minhas mãozinhas traquinas nunca lhes podiam tocar, e o que eu gostava de uma tábua de passar a ferro que ela tinha, com um ferro que aquecia e tudo, e das suas folhinhas de cheiros, e da sua “Barbie e do Ken”, bem mas então isso era sagrado, às vezes “roubava-os” para brincar um bocadinho, talvez por serem o fruto proibido era bem mais apetecido.
A verdade é que idolatrava aquela menina mais velha, tentava imitar tudo o que fazia, mas como eram coisas que eu dificilmente compreendia por serem muito calmas para mim rapidamente desistia. 
Com os seus cabelos longos e vestidinhos bem coquetes, transbordava cultura, e quando falava eu bebia as suas palavras, com sede de aprender tudo o que dizia.
Quando me trazia doces de um quiosque perto da sua escola eu devorava-os em segundos, nunca compreendi como é que os seus cresciam na sua caixinha, acho que já se revelava aí a sua capacidade de economizar, anda me lembro, como se tivesse sido ontem, o cheiro que emanava daquela caixa quando lhe retirava a tampa, cheia de gomas, pozinhos, rebuçados, pastilhas elásticas e todo um mundo de sabores, o que eu gostava daquilo, uma vez ou outra lá lhe roubava algumas e mesmo assim elas parecem que cresciam…
Adorava ver os filmes que ela gostava, às vezes nem entendia nada por não se adequarem à minha idade, mas via-os só por ela os ver. Ainda me lembro de adorar ver o Twin Peaks, eu teria os meus 8 anos, e não era de todo uma série para a minha idade, ficava colada à televisão com os olhos quase a fecharem-se de sono, e a tremer de medo, mas armada em adulta lá via, nem que a isso se seguisse uma noite de terríveis pesadelos.
Na adolescência tornou-se um ícone da moda, com o seu estilo fabuloso, repleto de roupas que eu adorava. As suas roupas para mim eram um fascínio, de quando em vez lá lhe roubava algumas para poder ir para a escola a transbordar estilo, algo que a enervava tanto, tanto que a sua fúria era bem maior do que o buraco do ozono, contudo para mim valia bem o risco.
De pele branca, cabelo escuro, baixinha e cinturinha delgadinha, qual Branca de Neve, assim é a minha irmã, alguém que me acompanhou desde sempre e marcou toda a minha essência e o meu carácter, não seria a mesma pessoa se ela não me tivesse acompanhado neste percurso de uma vida.
Carácter forte, muito senhora do seu nariz, personalidade forte e lutadora, inteligente como só ela, inacreditavelmente teimosa assim é a mulher que tem um sangue exatamente igual ao meu a correr-lhe nas veias, minto o dela deve ter menos colesterol.
Aqui fica o meu texto de PARABÉNS, sim porque ela fez anos ontem, especialmente porque é uma grande mulher que eu admiro muito, e por isso mesmo encho a boca para lhe dizer PARABÉNS - quando for grande quero ser como ela.»
 (M)Anocas

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