«Publicado em 1940, A Invenção de Morel marca o verdadeiro início da carreira literária de Adolfo Bioy Casares. Romance fantástico e romance de aventuras, mas também uma reflexão em torno das fronteiras da realidade em torno do amor e da imortalidade ─ com diversas adaptações ao cinema e ao teatro ─, é hoje dos livros mais conhecidos do autor, tendo-se convertido num clássico da literatura contemporânea. Considerado por Jorge Luis Borges um dos maiores escritores argentinos de ficção, Adolfo Bioy Casares recebeu em 1990 o Prémio Cervantes e o prémio Alfonso Reys pela qualidade e importância da sua obra, traduzida em várias línguas.»
quarta-feira, 10 de agosto de 2016
A leitura # A invenção de Morel
«Discuti com o seu autor os pormenores do enredo e reli-o; não me parece uma imprecisão ou uma hipérbole classificá-lo como perfeito.» Jorge Luis Borges
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terça-feira, 9 de agosto de 2016
A leitura # Do amor e outros demónios
«No terceiro nicho do altar-mor, do lado do Evangelho, estava a notícia. A lápide saltou em pedaços à primeira pancada do alvião e uma cabeleira viva, de uma intensa cor de cobre, espalhou-se pela cripta. O mestre-de-obras quis retirá-la completa com o auxílio dos seus operários, mas quanto mais puxavam mais comprida e abundante ia surgindo, até saírem as últimas madeixas, ainda presas a um crânio de criança. No nicho não ficaram senão uns ossitos pequenos e dispersos e na lápide de cantaria carcomida pelo salitre apenas era legível um nome sem apelidos: Sierva Maria de Todos los Angeles. Estendida no chão, a esplêndida cabeleira media vinte e dois metros e onze centímetros.»
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domingo, 7 de agosto de 2016
A leitura # Um dia
«Dexter Mayhew e Emma Morley conheceram-se em 1988. Ambos sabem que no dia seguinte, após a formatura na universidade, deverão trilhar caminhos diferentes. Mas, depois de apenas um dia juntos, não conseguem parar de pensar um no outro. Os anos passam e Dex e Em levam vidas isoladas - vidas muito diferentes daquelas que eles sonhavam ter.
Porém, incapazes de esquecer o sentimento muito especial que os arrebatou naquela primeira noite, surge uma extraordinária relação entre os dois.
Ao longo dos vinte anos seguintes, flashes do relacionamento deles são narrados, um por ano, todos no mesmo dia: 15 de julho. Dexter e Emma enfrentam disputas e brigas, esperanças e oportunidades perdidas, risos e lágrimas. E, conforme o verdadeiro significado desse dia crucial é desvendado, eles precisam acertar contas com a essência do amor e da própria vida.» in Goodreads
«E então é The Smiths, "There is a light that never goes out», e embora nunca tenha apreciado particularmente os Smiths, continua a bambolear-se de um lado para o outro, com a cabeça para baixo, outra vez com vinte anos, bêbado numa discoteca de estudantes. Está a cantar bastante alto, é embaraçoso, mas ele não se importa. No pequeno quarto de dormir de uma casa em banda, dançando com a filha ao som de música que sai de um comboio de brinquedo, tem de súbito uma intensa sensação de contentamento....» pg. 336
quarta-feira, 3 de agosto de 2016
Filmes # Se eu ficar
Se Eu Ficar (2014)
If I Stay (original title)
M/12 | | Drama, Fantasy, Music | 28 August 2014 (Portugal)
«A vida muda num instante para a jovem Mia Hall, depois de um acidente de carro a ter posto em coma. Durante uma experiência "fora do corpo", ela tem que decidir se deve acordar e viver uma vida muito diferente da que tinha imaginado. A escolha é dela, se conseguir continuar...»
Realizador:
R.J. Cutlerterça-feira, 2 de agosto de 2016
A leitura # De animais a Deuses: Breve história da humanidade
Volvido um ano do início, eis que concluo a leitura deste livro tão interessante e surpreendente.
«História Breve da Humanidade é uma obra desafiadora, desconcertante e inteligente — uma perspetiva única e original sobre a evolução da espécie humana e o impacto do homem no planeta. Este livro está estruturado em quatro partes, cada uma correspondendo aos principais saltos evolutivos da humanidade, desde as espécies humanas que coexistiam na Idade da Pedra até às revoluções tecnológicas e políticas do século XXI — que nos transformaram em deuses, capazes de criar e de destruir. Num registo acessível e entusiasmante, História Breve da Humanidade desafia o leitor a reconsiderar as explicações mais correntes sobre a História, enfrentando questões essenciais como:
• Como conseguiu o Homo Sapiens conquistar a Terra?• O que aconteceu às outras espécies humanas?
• Quando surgiram o dinheiro, os estados e a religião, e porquê?
• O que levou o capitalismo e a ciência a tornarem-se as crenças dominantes da era moderna?
• Como crescem e caem os impérios?
• Como é possível que grupos minoritários dominem vastas populações?
• Por que motivo quase todas as sociedades acreditaram que as mulheres são inferiores aos homens?
• A história é justa?
• Será que o homo sapiens ainda existirá dentro de 100 anos?
Um livro escrito para todos, e que todos deviam ler. O leitor sai mais elucidado, mais sábio, mais humilde.»
Filmes # A rapariga
«Uma jovem mãe do Texas que perdeu o filho para a segurança social, começa a transportar mexicanos através da fronteira».
Realizador:
David RikerThe Girl (2012)
domingo, 31 de julho de 2016
Filmes # A teoria de tudo
«Baseado na biografia de Stephen Hawking, o filme mostra como o jovem astrofísico (Eddie Redmayne) fez descobertas importantes sobre o tempo, além de retratar o seu romance com a aluna de Cambridge Jane Wide (Felicity Jones) e a descoberta de uma doença motora degenerativa quando tinha apenas 21 anos.»
A Teoria de Tudo (2014)
The Theory of Everything (original title)
sábado, 30 de julho de 2016
Filmes da semana
sexta-feira, 8 de julho de 2016
Filmes # Divertida-mente
«Riley é uma menina de 11 anos que terá que dizer adeus a uma vida feliz no estado americano do Minnesota e começar uma nova vida, bastante do seu desagrado, em São Francisco. Numa viagem ao interior do seu cérebro, percebe-se como se formam as memórias e como da ação conjunta de cinco emoções – alegria, nojo, raiva, tristeza e medo – se definem experiências fundamentais, como fazer novos amigos.»
Divertida-Mente (2015)
Inside Out (original title)
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quarta-feira, 6 de julho de 2016
Filmes # Gattaca
Hoje consegui finalmente ver um filme inteirinho. Do princípio ao fim!
E foi muito bem escolhido.
E foi muito bem escolhido.
«Num futuro no qual os seres humanos são criados geneticamente em laboratórios, as pessoas concebidas biologicamente são consideradas "inválidas". Vincent Freeman (Ethan Hawke), um "inválido", consegue um lugar de destaque em corporação, escondendo sua verdadeira origem. Mas um misterioso caso de assassinato pode expôr seu passado.»
Realizador:
Andrew NiccolArgumento:
Andrew Niccol
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Uma Thurman
segunda-feira, 13 de junho de 2016
domingo, 1 de maio de 2016
quinta-feira, 28 de abril de 2016
domingo, 17 de abril de 2016
É o que tenho sentido por lá...
quarta-feira, 13 de abril de 2016
Leituras # Harry Potter e a câmara dos segredos
Tinha este livro cá em casa há cerca de 4 anos e ainda não o tinha lido. Comprei-o numa feira do livro por uma bagatela. Na altura, adquiri-o pois nunca tinha lido nada da saga (nem sequer visto qualquer filme...) e, como tanto se falou sobre o assunto... tinha alguma curiosidade (não muita). Entretanto, há uns meses, fiz cá por casa uma seleção de materiais (livros, etc, etc, etc) que já não me faziam falta, que já tinha lido, de que já não precisava... ou seja, tentei desmaterializar. E tem dado resultados positivos, a todos os níveis. Este «Harry Potter e a câmara dos segredos» andava por cá perdido, sem ninguém o pegar para ler. Foi também para a lista de materiais a vender. E, como há uns dias o vendi, não o quis enviar, continuando na «ignorância» sobre esta J.K.Rowling. Em quatro dias, li-o. Apesar de não ter considerado que foi tempo totalmente perdido e de ter achado algumas partes bem interessantes, não me convenceu nada o livro. Nem o tipo de literatura. Não consigo entregar-me à história, apesar de admitir que a autora até consegue escrever de forma a que o leitor se entregue...
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terça-feira, 12 de abril de 2016
Leituras # Sul
"Este é um livro de viagens, um livro de alguém que, como nos sonhos de infância, teve a sorte de partir tantas vezes com pouco mais que um saco de viagem e uma máquina de filmar ou de fotografar. (...) Nem sempre viajei para sul, mas nada vi de tão extraordinário como o sul. O Sul é uma porta de avião que se abre e um cheiro inebriante a verde que nos suga, o calor, a humidade colada à pele, os risos das pessoas, o ruído, a confusão de um terminal de bagagens, um excesso de tudo que nos engole e arrasta como uma vaga gigantesca. Apetece fechar os olhos, quebrar os gestos e deixar-se ir. Mas é justamente neste caos que eu procuro a lucidez do contador de histórias."
Miguel Sousa Tavares
«Neste livro, Miguel Sousa Tavares partilha com os leitores, fotografias e experiências únicas de viagens a São Tomé e Príncipe, Amazónia, Egipto, Goa, Cabo Verde, Alentejo, Alhambra, Marráquexe, Costa do Marfim, Tunísia, Brasil, Veneza, Guadalupe, parque Kruger, em África e o deserto de Sahara.». Gostei particularmente da descrição desta última viagem, principalmente depois de ter lido «No teu deserto», que se passa exatamente na mesma viagem.
De uma forma geral, gostei do livro, apesar de não ter adorado. Aliás, foi um daqueles livros que fui protelando (desde Setembro até agora) depois de o ter iniciado. Mas recomendo.
De uma forma geral, gostei do livro, apesar de não ter adorado. Aliás, foi um daqueles livros que fui protelando (desde Setembro até agora) depois de o ter iniciado. Mas recomendo.
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terça-feira, 5 de abril de 2016
Música # Jezebel
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sábado, 2 de abril de 2016
A leitura # No teu deserto
Este pequeno livro fez parte desta pequena viagem em família, nos últimos quatro dias. Contribuiu, também, para a melhorar. Comecei a lê-lo no carro, na ida. Prendeu-me desde a primeira frase. Conta a história de uma viagem, ao deserto do Sahara, do próprio autor e de uma jovem, que conheceu aí, há 20 anos atrás. Começa por dizer, no primeiro parágrafo do livro, que ela morre. Que no final ela morre. «Assim mesmo, como se morre nos romances: sem aviso, sem razão, a benefício apenas da história que se quis contar. Assim, tu morres e eu conto. E ficamos de contas saldadas.»
Li sempre que pude. Queria saber o que vinha depois. E por que razão acabava assim. Li, quase às escuras, no quarto de hotel, só com a luz que atravessava timidamente a cortina, de dia, enquanto dormias a sesta. Li no carro, enquanto nos deslocavamos para onde quer que fosse. Li, à noite, enquanto dormias, na casa de banho do quarto de hotel, o único local onde a luz não te importunava o sono...
Penso que esta ânsia só poderá significar que gostei do livro, deste «quase romance»... Continuo, no entanto, a questionar-me como pode este homem, Miguel Sousa Tavares, escrever assim...
“Escrever é usar as palavras que se guardaram: se tu falares de mais, já não escreves, porque não te resta nada para dizer.”
“Escrever é usar as palavras que se guardaram: se tu falares de mais, já não escreves, porque não te resta nada para dizer.”
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sexta-feira, 1 de abril de 2016
Escapada
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