segunda-feira, 28 de março de 2016

Música na literatura # Sul

«Hordas silenciosas de japoneses atafulham as estreitas vielas da cidade durante o dia, raziam as lojas da Gucci, da Versace, do Dolce & Gabbana (também eles encontrados no Florian, bebendo um campari ao fim da tarde) e deslizam, em grupos de quatro gôndolas lado a lado, qual expedição de índios canadianos descendo o Ontário, com um acordeonista e um cantor de árias napolitanas à proa de uma das gôndolas entretendo-os ao som do Santa Lucia, enquanto eles, eternamente impenetráveis, de rostos escondidos por trás das máquinas de filmar, vão engolindo Veneza com uma capacidade silenciosa, que aos turcos sempre falhou.»  pg. 156 (Sul)

Música # Carinhoso


sábado, 26 de março de 2016

Música na literatura # Sul

«Às cinco da tarde, já com o sol a retirar-se, avistamos a última praia antes de Fortaleza: Mucuripe, um nome que no meu espírito está desde sempre associado a uma das inesquecíveis canções da grande, da inimitável, da imortal Elis Regina («As velas do mucuripe/ vão sair para o mar/ hoje à noite namorar/ sem ter medo da saudade / sem vontade de casar«). pg. 152


A leitura # Conversas de Escritores # 5

E pronto, terminaram as conversas. As primeiras conversas, por enquanto, uma vez que já está encomendado o segundo volume. Gostei muito do livro. Na altura em que o programa dava na RTPN, a poucas conversas assisti pois só me apercebi da sua existência quando faltavam poucos episódios para acabar. No entanto, parece-me que as conversas escritas são muito mais apetecíveis. Pelo menos para mim, são concerteza. As últimas conversas do livro foram com Gunter Grass, Jeffrey Archer, José Saramago e Dan Brown. 
Gunter Grass foi prémio Nobel da literatura em 1999, no ano seguinte a Saramago. Cá por casa tenho «O gato e o rato» mas ainda não o li. A entrevista fez com que as minhas atenções se virassem para «O tambor», que descreve o período em que Hitler esteve no poder, na perspetiva de uma criança, que se recusa a crescer. Gunter Grass, ele próprio era uma criança nessa altura. Deve ser muito interessante este livro! Esta foi das entrevistas mais profundas de todo o livro. Aquela de que mais gostei.
Seguiu-se Jeffrey Archer, um escritor inglês, do qual não conheço absolutamente nada. Tem 14 livros editados e vários de grande sucesso. Fiquei curiosa por ler «Caim e Abel». A ver se o arranjo no OLX.
Depois foi a vez de José Saramago. Gosto sempre das conversas com Saramago, das suas respostas inteligentes e inesperadas. De Saramago li, há muitos anos, o «Memorial do convento» e «O ano da morte de Ricardo Reis e, há pouco, «Ensaio sobre a cegueira». Este é um livro extraordinário, inovador, atrevido, interventivo, fascinante, que nos agarra até ao fim. Tenho, definitivamente, que ler mais de Saramago. A conversa fez-me pensar em ler «As intermitências da morte» e «Ensaio sobre a lucidez» - obras que também «testam a sociedade em situações-limite»: a greve da morte e uma epidemia de voto em branco. Segundo Saramago, um bom romance «deve ser uma acha capaz de romper o mar gelado da nossa consciência (como dizia Kafka) e, se não for assim, não vale a pena». 
Ah. Uma anotação que não posso deixar de aqui registar: Saramago acha que a leitura obrigatória no 12º ano de Memorial do Convento deveria ser substituída por outra, e recomenda «um bom livro, um excelente livro, um admirável livro que é a Escola do Paraíso» de José Rodrigues Miguéis. Fica a dica (para eu própria o ler).
E terminou o livro com Dan Brown. Deste autor li «O código da Vinci» e, neste momento, não me apetece voltar a lê-lo.
Um livro muito interessante, sem dúvida, este «Conversas de Escritores». A ver vamos se o segundo volume me cativa da mesma forma.

sexta-feira, 25 de março de 2016

A leitura # Conversa... com Isabel Allende # 4

Hoje foi a vez da chilena Isabel Allende - uma escritora com quem simpatizo, mas da qual não conheço muito. Na adolescência, li «Eva Luna» e «Contos de Eva Luna» e, muito mais tarde, «Paula». Este último foi um livro marcante, completamente emotivo. Conta a história de sua filha que adoeceu e entrou em coma. Durante esse tempo, a mãe Isabel escreve-lhe cartas que descrevem o que foi a sua vida e as suas memórias, prevendo que, quando acordasse do coma, como lhe haviam dito os médicos, a filha teria lapsos de memória. A partir do momento em que sabe que a filha não acordará, altera o tom do livro, deixando de o escrever para ela. É um livro fortíssimo.
Apesar de ter muita vontade de ler mais da autora, tenho protelado. Cá por casa, esperam-me «A casa dos espíritos», «Retrato a sépia», «A filha da fortuna» e «O plano infinito». Os três primeiros constituem uma espécie de trilogia (fiquei a saber na conversa), que começa com «A filha da fortuna», prossegue com «Retrato a sépia» e termina com «A casa dos espíritos». Mas apetece-me alterar a ordem e começar pelo último (conta a história da sua família e do seu país, iniciando com uma carta também, como «Paula», desta vez ao seu avô) - que foi o primeiro livro da carreira da autora.

quinta-feira, 24 de março de 2016

A leitura # Conversas de escritores # 3

Hoje foi a vez de Miguel Sousa Tavares. Um homem com quem não simpatizo, de todo, mas cuja obra aprecio. Pelo menos o que li até ao momento. Adorei o «Equador». Achei um livro extraordinário. Gostei de «O rio das flores». Estou agora a ler «Sul» - muito diferente dos anteriormente enunciados, claro, já que é uma compilação de histórias de viagem. O modo como apresenta as crónicas não me está a fascinar, mas as descrições são interessantes. De seguida, vou ler «No teu deserto». Confesso que estou muito curiosa. Aliás, este livro conta uma antiga aventura no deserto, que também é contada no livro «Sul», que estou agora a ler.
A certa altura, diz MST na conversa: «Um bom romance, para mim, é o livro que largámos na véspera e que passamos o dia inteiro a pensar nele e a desejar que volte a ser noite, e que nós voltemos a estar na cama e que voltemos a reencontrar as personagens. É um livro em que os personagens e a história vivem connosco e enquanto nós estamos a lê-lo é como se tivéssemos uma vida paralela. Nós temos a nossa vida de todos os dias e temos aquela história que caminha connosco e, quando chegamos ao fim, fechámos o livro e a história continua a caminhar connosco, regressa muitas vezes.» Esta também é a minha noção de um bom romance!

quarta-feira, 23 de março de 2016

A leitura # Conversas de escritores # 2

Continuo a ler as conversas. Adoro ler uma boa conversa. Com escritores, normalmente, gosto ainda mais. Embora dependa dos escritores, como é óbvio. A conversa que se seguiu foi com a escritora Sveva Casati Modignani. Apesar de ser sobejamente conhecida, autora de imensos bestseller, nunca li nada dela. Nada! Gostei da conversa e fiquei curiosa. É óbvio que deve ser leitura para «entreter»... mas isso também apetece, de vez em quando... É um fator positivo a pontuação de alguns dos livros no Goodreads. Encomendei no OLX quatro livros da Sveva. Não porque a curiosidade fosse assim tão grande, mas porque estavam muito baratos e não me consegui decidir por um. Estão a caminho «A viela da duquesa», «Feminino singular», «O jogo da verdade» e «Baunilha e chocolate». Acho que exagerei... A ver vamos!
A conversa seguinte foi com Paulo Coelho. Nunca tive vontade de o ler. Li há muitos anos «Onze minutos» e não me acrescentou muito, com certeza, pois mal me lembro do tema... Mas também encomendei «O alquimista». Qualquer dia leio-o. Foi dos livros mais vendidos em 74 países, e isso também me deixou curiosa. Ouve-se falar tanto do escritor que gostava, também eu, de ter uma opinião... o que é impossível, se não o ler.

terça-feira, 22 de março de 2016

1 ANO MEU AMOR

Um dia depois do Dia do Pai, no 1º dia de Primavera e no Dia Internacional da Felicidade, completas o teu PRIMEIRO ano de vida, meu amor! Acho que não podem existir tantas coincidências... foste uma dádiva de Deus, com tudo planeado ao pormenor, tudo perfeito, meu amor! Neste momento, o que a mamã quer que tu saibas é que te ama muito, com todas as forças e que vive de ti e para ti, meu amor! 
Tens um ano, como é possível? Parece que nasceste há tão pouco tempo! Neste ano, tão feliz e tão atribulado, já me ensinaste tanto, minha querida! 
O teu sorriso tão sincero, o teu olhar firme, o teu cheiro docinho, a tua pele macia, a tua gargalhada nas nossas brincadeiras, a mordidinha que me dás sempre que consegues, a tua perspicácia, a tua desenvoltura... (não me lembro de bebé mais destemido, consegues alcançar sempre o que queres!) ensinam-me muito em cada dia!
Agora que fizeste um ano já dás uns passinhos (sempre com ajuda), ainda nas pontinhas dos pés (não te deixamos, mas insistes... ); gatinhas, em superfícies moles, no sofá ou na cama, no chão arrastas-te; queres andar o tempo todo e nunca te cansas; continua a ser fácil alimentar-te: leitinho que adoras, iogurtes naturais (os preferidos), papinhas de cereais, sopinha de carne (de peixe é um tormento), frutinha, que também adoras e mais uns alimentos...o pão, bolacha maria... e pouco mais - resistes bastante à mudança...; adoras brincar com o que não podes: as máquinas são os teus objetos preferidos (telemóveis, máquinas fotográficas, de filmar, comandos), os teus brinquedos são muito úteis para coçares as gengivas e para atirares ao chão, para veres os papás a ir buscar, sua malandreca; adoras desconstruir: não colocas nenhuma peça nos locais certos (puzzles, legos, ...) e retiras imediatamente as que vês encaixadas(!); não gostas de ser vestida, mas ajudas-me a vestir-te; tens 6 dentinhos; continuas a dormir bem, excepto à noite, aí fazes de tudo para te manteres acordada, de tudo, tudo, ...; ainda dormes connosco, meu amor ( e nós adoramos); o banho é um dos teus momentos preferidos do dia, agora descobriste que, se te mexeres, nos encharcas a nós e a toda a envolvência e começa a ser habitual essa brincadeira; continuas a dizer mamamamama, papa ou papá (não sei bem), xuxa... e hoje ia jurar que me pediste água (mesmo assim, com todas as letras!); já bebes água do teu copo; já gostas de te «exibir» e se a mamã se ri, repetes e repetes, olhando-me à espera de nova risada; bates palminhas, com uma alegria contagiante, sempre que te pedimos, sempre que te apetece, quando te cantamos ou quando ouves uma música de que gostas; adoras música, ficas quietinha a ouvir o que gostas, do princípio ao fim - já assim era na barriga da mamã; estás agora a descobrir o teu corpo, a iniciar a descoberta, ... Como eu, a iniciar a descoberta do teu ser, minha filha!
Estás linda, meu amor. Cada dia maior, mais esperta e mais linda, minha querida!

sábado, 19 de março de 2016

O teu 1º Dia do Pai

Apesar de te teres tornado tão inquieto, por seres superprotector... apesar de me sugares as energias pelos medos que transportas... apesar de... e de... e de... És o melhor pai que a nossa filha podia ter tido, disso não tenho dúvidas! Manifestas em (quase) tudo o que fazes o grande amor que lhe tens e isso é o mais importante da vida: o Amor!

A leitura # Conversas de Escritores # 1

Nestes últimos tempos não tenho lido praticamente nada. O que não me deixa satisfeita, nem sossegada. Ler é muito importante para o meu bem-estar e para a minha sanidade mental. Mas o tempo que me resta depois de todas as tarefas cumpridas é pouco e acabo por optar por outras atividades que me descansem mais o cérebro. Não é que ler não me descanse o cérebro... mas há outras que o descansam muito mais! Tenho iniciados vários livros e não acabo nenhum. Não consigo entender bem isto. É algo novo, que não acontecia anteriormente. Acabava sempre ou quase os meus livros. A não ser que fossem intragáveis. O que nem é o caso. Estou a ler então: «Sul», de Miguel Sousa Tavares; «Um começo inteligente para o seu bebé»; «De animais a Deuses: breve história da humanidade» e «Cemitério de pianos», de José Luís Peixoto. O meu objetivo era acabá-los antes de iniciar qualquer outro. E por isso fui adiando pegar num novo. Mas nem lia os iniciados nem lia nada... Então decidi começar outro!
Hoje iniciei «Conversas de Escritores» de José Rodrigues dos Santos. Ainda só li a conversa com dois escritores. São 10. Com Ian McEwan e com Luís Sepúlveda. 
Diz o José Rodrigues dos Santos que «Um escritor é grande quando gostamos muito do que ele escreve. Embora aceite que esta definição é exasperantemente redutora, não encontrei nenhuma que fosse mais operacional.» Destes dois escritores conheço muito pouco. De Ian McEwan li «A criança no tempo», de que gostei. Não adorei. E vi o filme Expiação, baseado num dos seus livros. Diz o autor na entrevista que «Uma das grandes forças dos romances é mostrar-nos o que é ser outra pessoa». Concordo plenamente e é este um dos motivos que torna tão fascinante a leitura, principalmente quando as personagens estão bem trabalhadas e construídas.
O outro autor, cuja entrevista já li, é o chileno Luís Sepúlveda. Também conheço muito mal. Só li «Diário de um Killer sentimental» e também não adorei. As duas principais ideias que me ficaram desta entrevista foram «a leitura fundamentalmente tem de proporcionar ao leitor aquilo a que se chama possibilidade de evasão» e «quando lemos um livro desligamo-nos da realidade e, consoante o que tenhamos lido, voltamos à realidade em melhores condições, um pouco mais inteligentes, um pouco mais alegres. Essa é a única função que o livro tem.» Não podia concordar mais. 
Vamos prosseguir as entrevistas, que estou a gostar!

quinta-feira, 17 de março de 2016

Uma escapadinha

Acabamos de marcar quatro diazinhos de férias! Estamos mesmo, mesmo a precisar! Inicialmente estávamos a pensar rumar a outros locais, mais longínquos, no entanto, resolvemos não sujeitar a nossa princesa a viagens longas e vamos ficar por perto. Mas o que precisamos mesmo, neste momento, é que tomem conta de nós... 

terça-feira, 15 de março de 2016

Pics in my pocket # palminhas

A minha menina começou hoje a bater palminhas! Nunca insisti muito com ela para que o fizesse mas, por insistência da avó, ela aprendeu. Depois de um extenuante dia de trabalho, ao chegar a casa, sou presenteada com o bater de palminhas muito enérgico e entusiasmado. Nunca julguei ficar tão feliz. Deu-me  alento e ânimo para o resto do dia! Emocionei-me à séria, com lágrimas incluídas! Foi a confirmação do desenvolvimento da minha princesa. Também já faz os gestos (um pouquito aldrabados) de «doidas andam as galinhas», o rodopiar de uma mão, da outra, das duas e o dedito a tocar na palma. Mais fofinha é impossível...
A cerca de uma semana de fazer um ano, diz papa, mamã, papá, xuxa e um ou outro vocábulo que não conseguimos entender. Até há poucos dias, quando se queria deslocar, conseguia, mas arrastando-se... agora já gatinha, em algumas superfícies mais moles. Tornou-se também mais ágil, o que torna tudo um pouco mais perigoso! Adora ir às estantes dos DVD's e de ir tirando, tirando, ... adora atirar com os brinquedos e fica a ver a nossa reação. É muito observadora e atenta a tudo o que se passa à sua volta! Mesmo muito! Procura com os olhos alguns objetos pelos quais perguntamos: o Panda, o pateta, uma foto de família,... O ritmo de crescimento, principalmente ao nível cognitivo, está agora a aumentar e vamo-nos surpreendendo, quase diariamente, com as aquisições que faz. É, simplesmente, o melhor da Vida!

quarta-feira, 9 de março de 2016

Movies # A felicidade nunca vem só

«Sacha (Gad Elmaleh) adora tocar piano, sair com os amigos e ir a festas. Ele vive o momento, sem se preocupar com a hora ou com compromissos. Charlotte (Sophie Marceau) tem três filhos, dois ex-maridos e uma carreira de sucesso. Ela não tem tempo para um compromisso sério no momento. Eles não têm nada em comum. Eles não deveriam ficar juntos, mas foram feitos um para o outro.»
Uma comédia romântica, muito agradável, bem ao estilo francês (como eu gosto)...

Realizador: 


terça-feira, 1 de março de 2016

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Parabéns Querido R

Ontem, um dos seres humanos mais incríveis que conheço, foi pai. Só queria marcar o dia e deixar aqui dito como estou tão feliz. Uma dádiva muitíssimo bem atribuída!

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Movies # O gene rosa

«Annie Parker teve uma infância feliz. A família, unida por fortes laços de amor, sempre foi o pilar da sua vida. Sem que ninguém pudesse prever, a mãe morre com cancro da mama. Pouco tempo depois, Joan, a sua irmã mais velha, descobre um carcinoma no peito, falecendo alguns meses depois. Quando Annie é diagnosticada com a mesma doença, percebe que, muito mais do que uma simples coincidência, algo se passará na sua família. E está determinada a prová-lo, recorrendo a todos os meios disponíveis. Ao mesmo tempo que ela luta pela sua vida, Mary-Claire King, uma geneticista de renome, esforça-se por convencer os seus pares da correlação entre factores genéticos nalguns casos de cancro. Quando o destino das duas se cruza, nasce uma amizade que culminará num dos mais importantes achados científicos do século XX: a descoberta do gene BRCA1, cuja mutação predispõe os seus portadores a desenvolver alguns dos tipos mais comuns de cancro da mama. Com argumento e realização de Steven Bernstein, um filme dramático sobre esperança e determinação, baseado num caso real que aconteceu nos EUA durante as décadas de 1970/80. Samantha Morton, Helen Hunt, Rashida Jones e Aaron Paul dão vida às principais personagens. PÚBLICO»

Realizador:

 

Atores:

 Samantha Morton, , ,  

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Movies # Namoro à espanhola

«Rafael, um sevilhano que nunca saiu da Andaluzia, decide seguir Amaia, uma rapariga Basca, muito diferente de todas as que ele alguma vez conheceu.» 
Fantástico filme. Uma bela comédia, com personalidade! 
A ver se brevemente «apanho» o que se segue: « Ocho apellidos catalanes », de 2015

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

A minha menina

Mais um dia enorme que chegou ao fim. Os meus dias são muito preenchidos, cheios de atividade. Têm muitos momentos de alegria, surpresa, euforia, felicidade... mas são tão, tão cansativos... Ultimamente é raro o dia que não termina com o mesmo desabafo «este dia parece que teve 50 horas!». Hoje foi mais um desses. E nem sequer trabalhei...formalmente!
Foi dia de consultas médicas da princesa. De manhã oftalmologista (um ROP atenuado que me criou muita ansiedade pela antecipação, que não se justificava) e à tarde a pediatra. A bonequinha continua muito bem. Está dinâmica, ativa, crescida e brincalhona. Tem agora um pouco mais de 10 meses, 70,7 cms de altura (mais uma barreira ultrapassada), pesa 8240g (outra barreira)... Entretanto acertamos algumas ideias para a alimentação, concluímos que estamos todos no bom caminho e verificamos peripécias: já senta sozinha, brinca, apanha migalhinhas - desenvolveu a motricidade fina - e atira beijinhos irresistíveis, enquanto me desfaz com sorrisos semi-desdentados... tem agora 5 dentes, 3 em cima (a crescer a olhos vistos) e 2 em baixo. Adora brincar com o que não pode. Prefere os óculos do pai, o comando da televisão, as etiquetas que ainda subsistem, os botões da sua própria roupa e delira com aqueles pipinhos dos casacos, como este da foto ali em cima. Palra imenso. Desde há meia dúzia de dias é o mamamamamama que me derrete tanto! Enfim...Tenho tanto receio de não a aproveitar ao máximo. Cada dia, cada hora. Está tão crescida a minha menina...

domingo, 31 de janeiro de 2016

O balanço

É a primeira vez que respondo a questionários deste género... Diz que é para fazer um balanço. Quase, quase a iniciar o 2º mês deste novo ano acho que ainda vou a tempo. Retirei-o daqui: http://meninalimao.blogspot.pt/.

1. O que é que fizeste em 2015 que nunca tinhas feito antes?
Fui mãe (e tudo o que está inerente à maternidade de primeira viagem), estive internada no hospital 23 dias... e concerteza muito mais que não me lembro agora.

2. Cumpriste as resoluções de ano novo, e vais fazer mais no próximo ano?
Sim, cumpri a maior parte delas. Reforço neste novo ano as que não cumpri (exercício físico e viagens).

3. Alguma das tuas pessoas teve um bebé?
Eu própria e a minha amiga de longa data, a X.

4. Alguma das tuas pessoas morreu?
Felizmente, nenhuma.

5. Que países visitaste?
Viajei pouquíssimo, só mesmo umas voltas por Portugal e por Espanha.

6. O que gostavas de ter em 2016 que não tiveste em 2015?
Ter mais alguma calma (mas gosto da tendência que este parâmetro está a seguir).

7. Que data de 2015 vai ficar marcada na tua memória, e porquê.
20 de Março, pelo nascimento do meu amor.

8. Qual foi a tua maior conquista do ano?
Acho que já se percebeu, pelas respostas anteriores...

9. E o maior fracasso?
Não tive nenhum fracasso em 2015, que me lembre...

10. Tiveste alguma doença ou ferimento?
Sim, a que causou o internamento...

11. Qual foi a melhor compra que fizeste?
Não comprei nada de especial, cada vez estou menos consumista, isso é que é a verdade. Agora vendo sobretudo, dispenso aquilo que já não me traz vantagens. E tem corrido bem.

12. Houve alguém cujo comportamento mereça ser celebrado?
O comportamento da minha filhota... é uma surpresa diária!

13. Houve alguém cujo comportamento te tenha desiludido?
Sim, concerteza. Continuam a desiludir, aquelas pessoas que estiveram tão próximas, da chamada «família», e que já não estão, por serem execráveis... e eu não sabia!

14. No que gastaste a maior parte do teu dinheiro?
Casa, contas e mais contas e comida, como não podia deixar de ser... 

15. O que te deixou mesmo, mesmo, mesmo animada?
A minha princesa, todos os dias!

16. Que canção de 2015 vais lembrar para sempre?
Nenhuma. As minhas canções não são de 2015.

17. Em comparação com a mesma altura do ano passado estás:
      a) Mais triste ou mais feliz?
Mais feliz ainda.
      b) Mais magra ou mais gorda?
Como responder a esta? Estava grávida há um ano atrás, logo mais pesada, mas tirando a barriga, agora penso que estou um pouco mais gordinha...Vá, não há grandes diferenças...
      c) Mais rica ou mais pobre?
Monetariamente? Igual. Muito mais rica emocionalmente.

18. Que coisa gostavas de ter feito mais?
Viajado, tenho mesmo que viajar mais!

19. Que coisa gostavas de ter feito menos?
Entrar em discussões desnecessárias.

20. Como vai ser/foi o teu Natal?
Passado em família. Correu bem.

21. Com quem passaste mais tempo ao telefone?
Com o meu pai e com a minha irmã.

22. Apaixonaste-te em 2015?
Continuei apaixonada e ganhei um novo amor.

23. Quantas one-night-stands?
Nenhuma!

24. Qual foi a série preferida das que viste em 2015?
Não vi séries. 
Os Simpsons contam?

25. Há alguém que detestes hoje e que não detestavas há um ano?
Não, ninguém.

26. Qual foi o melhor livro que leste em 2015?
Li pouquíssimo em 2015 por isso é fácil responder: «A peregrinação do rapaz sem cor» de Murakami.

27. Qual foi a grande descoberta musical de 2015?
Barcelona Gipsy Klezmer Orchestra.

28. O que é que desejaste e tiveste?
Uma gravidez com final feliz, uma menina saudável, o amor de quem amo...

29. O que é que desejaste e não tiveste?
Uma empregada dava-me cá um jeito!

30. Qual foi o filme que mais gostaste dos que viste em 2015?
«Baraka», «A lancheira», «Life in a day», «A última caminhada», «A fonte das mulheres» (principalmente a banda sonora), «Rugas», etc, etc, etc. Vi muitos e bons filmes em 2015!

31. O que é que fizeste no teu aniversário, e quantos anos fizeste?
Fiz trinta e sete anos. Passei o dia em família.

32. Diz uma coisa que teria feito o teu ano muito melhor.
Eu tive tudo ... não me posso queixar! Ah menos conflitos familiares...

33. Como é que descreverias o teu estilo (roupa, etc) de 2015?
«Casual», acho que é isso.

34. O que é que te manteve sã?
A estabilidade a vários níveis: trabalho, família, amor, finanças, ...

35. De que figura pública/celebridade gostaste mais este ano?
Das mesmas de sempre. Destaco o meu Bowie, que continuou a acompanhar-me os dias em 2015, e que  continuará... Ah e gostei tanto o Papa Francisco!

36. Que questão política mexeu mais contigo?
Cada vez menos a política mexe comigo, pois eu não deixo!

37. De quem tiveste mais saudades?
De reencontrar alguns amigos. Poucos.

38. Quem é a melhor pessoa que conheceste este ano?
Não conheci (profundamente) ninguém!  E não avalio superficialidades!

39. Uma boa lição de vida que 2015 deu.
A luta normalmente traz frutos!

40. Um verso de uma canção que seja um bom resumo de 2015.
A resposta mais difícil. Escolho estes versos:

«Love me, love me, love me, love me, say you do
Let me fly away with you
For my love is like the wind
and wild is the wind
Wild is the wind
Give me more than one caress
satisfy this hungriness
Let the wind blow through your heart
For wild is the wind, wild is the wind

You touch me
I hear the sound of mandolins
You kiss me
With your kiss my life begins
You're spring to me, all things to me
Don't you know, you're life itself!

Like the leaf clings to the tree
Oh, my darling, cling to me
For we're like creatures of the wind
And wild is the wind
Wild is the wind

You touch me
I hear the sound of mandolins
You kiss me
With your kiss my life begins
You're spring to me, all things to me
Don't you know, you're life itself!

Like the leaf clings to the tree
Oh, my darling, cling to me
For we're like creatures in the wind
and wild is the wind

Wild is the wind
Wild is the wind
Wild is the wind»

David Bowie

sábado, 30 de janeiro de 2016

Música # Angelina Jordan

...é que a Angelina também foi descoberta da mesma forma... vibro com a Angelina...





Música # Janet Devlin

Tenho descoberto por aí vozes maravilhosas, diferentes, incomuns, tão boas... nestes concursos de talentos que agora se usam... uma delas é desta menina, Janet Devlin... 
(fica registado para minha memória futura)



quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

10 dias para ensinar o seu filho a dormir

Diz que é suposto aprender TUDO isto:

«Não sabe o que é dormir uma noite inteira desde que o seu filho nasceu? Amamenta várias vezes por noite porque descobriu que é a única forma de acalmar o seu filho? O seu bebé só adormece quando está a mexer no seu cabelo ou agarrado à sua mão? Quando o adormece ao colo e o vai deitar, basta um movimento em direção à cama para que acorde? Os seus níveis de ansiedade aumentam à medida que o sol se põe e sabe que se aproxima mais uma noite de stresse e angústia?

Reconhece-se nestas perguntas? Então é porque tem em casa um bebé que não dorme nem deixa dormir. E quer – melhor, precisa urgentemente – de uma solução para que as suas noites deixem de ser um tormento. Neste livro encontra um método inovador que vai ensinar o seu filho a dormir em 10 dias. Passo a passo, dia a dia, Filipa Sommertfeldt Fernandes, a especialista em sono de bebés e crianças, traça-lhe um plano de ação prático e eficaz.

- Identificar os erros mais comuns que os pais cometem;
- Aprender a organizar o dia do seu bebé e a criar rotinas e hábitos que o vão ajudar a ficar mais tranquilo na hora de dormir;
- Estratégias para atuar perante o choro;
- O que fazer se o seu filho sair da cama;
- O que fazer se o bebé começar a palrar ou a falar;
- O truque da envolta e do chamado «white noise»;
- Os 5 mandamentos infalíveis deste método.
Filipa Fernandes assegura-lhe que o seu filho vai aprender a adormecer sozinho. Mas deixa um aviso: é provável que chore. Contudo, ao contrário de outros métodos que defendem que se deve deixar a criança sozinha a chorar sem qualquer contacto físico que a console, esta especialista, com formação em Sleeping Training, em Inglaterra, assegura que os pais podem estar sempre ao lado do seu bebé, a dar-lhe carinho, porque o contacto físico é essencial para que o seu filho se sinta seguro e perceba que adormecer é um ato natural e necessário.»

Movies # Marie Heurtin - A linguagem do coração

Este foi seguramente o melhor filme dos últimos tempos. Realmente, há muito tempo que não me impressionava ou emocionava desta maneira. É um filme belíssimo, carregado de emoções e de lições, que preenche e cativa imenso. É baseado em factos verdadeiros. Conta a história de Marie Heurtin, uma adolescente de 14 anos, que nasceu cega e surda. Nesta idade um «pequeno animal selvagem», incontrolável, mesmo pelos pais. A irmã/freira Marguerette entrega-se a ela e ensina-a a expressar-se... A não perder!


sábado, 23 de janeiro de 2016

Uma tarefa para amanhã...

«O Desafio de hoje é semelhante ao primeiro de todos. Uma carta. É verdade, mais uma carta. Desta vez desafio-vos a escreverem uma carta aos vossos filhos. Mesmo que eles estejam na vossa barriga, ou sejam ainda muito pequeninos, mesmo que eles ainda não saibam ler... ou mesmo que não lhes queiram dar no presente. Escrevam uma carta hoje. Digam o que sentem. O que eles representam para vocês. Como são importantes. Como são a vossa vida. Como vos fazem sorrir e como vos fazem chorar. Escrevam. Sem medos, sem vergonhas. Coloquem a data e se não for para lhes dar no momento presente guardem. Um dia entreguem essa carta. Acreditem que lhes vai fazer tão bem, mas tão bem ler essas palavras especiais. Se os vossos filhos já forem grandes. Adolescentes, adultos... escrevam à mesma e entreguem. Sem medos e sem vergonhas. Vão arrancar lágrimas mas vão encher corações. Se os vossos filhos estiverem ainda apenas no vosso coração, escrevam e guardem. Um dia vai ser bom saberem como foram desejados. Escrevam. Sem medos e sem vergonhas.»
Daqui: http://maemequero.blogspot.pt/2015/12/desafio-natal-e-quando-o-homem-quiser-10.html

Movies # Outubro Novembro

Com o nascimento da minha filha, tornou-se difícil manter o ritmo de cinema e leitura que eu tinha e que tanto me preenchia, os dias e a mente. Agora, ou por falta de tempo, ou por redefinição de prioridades ou, devido a interrupções constantes ou, simplesmente, por cansaço, são raros os filmes que consigo ver até ao final. Este foi mais um deles: ontem consegui ver dois pedaços, à tarde e à noite... apesar de estar a gostar muito, deixei-me levar pelo cansaço, adormeci e... hoje há a 3ªparte... e não sei se será a última! Mas, é definitivamente uma boa aposta...

Outubro Novembro (2013) "Oktober November" (original title)

 |  Drama  |  
6,6
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«Uma atriz de sucesso regressa à sua terra natal, na Áustria rural, para visitar o pai doente e a irmã, que passou toda a vida a tomar conta do pai e da família. O reencontro é marcado pelo ciúme, introspeção e um segredo.»

realizador: 

Argumento:

 

É mais ou menos esta a minha noção de amor...


quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Só Bowie

Por mais que tente, não me consigo abstrair desta perda... estava muito mais entranhado em mim do que eu própria imaginava. Nem a música... por mais que tente, não consigo ouvir mais nada. Só mesmo Bowie... Só (o meu) Bowie!

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