Acabei de ler, há dois dias, «Gabriela, Cravo e Canela». Já o tinha iniciado há muitos anos mas, na altura, não me despertou grande entusiasmo. Não sei bem porquê! Até porque eu gosto muito de Jorge Amado. Mas achei que este livro era bastante diferente dos outros que dele tinha lido e, talvez procurasse o estilo mais caraterístico do autor. Não sei, o que é facto é que li cerca de 100 páginas e pousei-o. Não o voltei a abrir. Até há bem pouco tempo... Resolvi pegar novamente no livro quando começou a ser transmitida, na televisão, a telenovela, em setembro. Não sou uma grande apreciadora de novelas, no entanto, esta é diferente. É das boas! Talvez porque se baseie neste livro...
A história passa-se em Ilhéus. Começa em 1925. Ao longo da narração, destaca-se a evolução desta pequena cidade, devido à produção de cacau. A evolução, como quem diz! As mentalidades tardam em evoluir, tardam em adaptar-se aos novos tempos - tudo é tratado "à lei da bala", como se repete tantas vezes, segundo a lei dos homens, literalmente falando. No entanto, existem algumas personagens que se tentam soltar desta teia (tão bem urdida) e que acabam por fazer destacar, de forma engenhosa, esta caricatura à sociedade... E tão atuais que são a história e as histórias contadas, as situações, os anseios, as vivências... E não é que já passou (quase) um século?
Enfim, gostei muito do livro! Prendeu-me da primeira à última página, desta vez li-o de forma rápida e fluida. Diverti-me bastante, como sempre acontece com as obras de Jorge Amado! E, uma vez que terminei a leitura do livro antes de ver toda a novela, está na altura de descobrir as diferenças e continuar a usufruir da história.
