Mostrar mensagens com a etiqueta Rio das Flores. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Rio das Flores. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

A leitura # 32 Rio das Flores

Sinopse:
«Sevilha, 1915 - Vale do Paraíba, 1945: trinta anos da história do século XX correm ao longo das páginas deste romance, com cenário no Alentejo, Espanha e Brasil. Através da saga dos Ribera Flores, proprietários rurais alentejanos, somos transportados para os anos tumultuosos da primeira metade de um século marcado por ditaduras e confrontos sangrentos, onde o caminho que conduz à liberdade parece demasiado estreito e o preço a pagar demasiado alto. Entre o amor comum à terra que os viu nascer e o apelo pelo novo e desconhecido, entre os amores e desamores de uma vida e o confronto de ideias que os separam, dois irmãos seguem percursos diferentes, cada um deles buscando à sua maneira o lugar da coerência e da felicidade.

Rio das Flores resulta de um minucioso e exaustivo trabalho de pesquisa histórica, que serve de pano de fundo a um enredo de amores, paixões, apego à terra e às suas tradições e, simultaneamente, à vontade de mudar a ordem estabelecida das coisas. Três gerações sucedem-se na mesma casa de família, tentando manter imutável o que a terra uniu, no meio da turbulência causada por décadas de paixões e ódios como o mundo nunca havia visto. No final sobrevivem os que não se desviaram do seu caminho.»

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Música na literatura # 16

«O seu grande luxo, o seu grande momento de evasão eram aqueles banhos ao final da tarde. Para relaxar, apagava a luz eléctrica e acendia duas velas - além do rádio, ligado à electricidade, que instalava sobre a bancada do lavatório, ficando a ouvir o programa de música clássica da Emissora Nacional. A essa hora do dia, era quase sempre piano, música adequada para um banho à luz de velas: nessa noite, Schubert e Béla Bartok, morto no ano anterior.»
                   in «Rio das Flores», de Miguel Sousa Tavares, pg. 594

terça-feira, 22 de julho de 2014

Música na literatura # 15

«Durante três tardes a fio, Pedro lá foi posando nu para o retrato de Angelina, precariamente aquecido pelo fogão a petróleo e embalado pelo som das últimas canções de Cole Porter que saíam do gira-discos dela: All through the night, How could we be wrong? e a sua favorita entre todas, Anything goes. Tal como prometera, ela pintava-o de costas e em pé, olhando em direção à luz, para uma janela alta na antiga cocheira, o braço apoiado no parapeito. Jogara com a luz e as sombras, para lhe deixar a cara na sombra e o dorso na luz. Ninguém, senão eles, poderia identificar o modelo.»
in «Rio das Flores», de Miguel Sousa Tavares, pg. 274

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...